domingo, 6 de fevereiro de 2022

SUP Para Todos oferece aulas de graça na Guarapiranga


Evento gratuito de SUP acontece na Praia do Sol na Guarapiranga entre os dias 8 a 13 de fevereiro. Participe!



Prancha remo e muita diversão na água, formam a trilogia esportiva das atrações do SUP Para Todos, evento gratuito que acontece entre os dias 8 a 13 de fevereiro, na Praia do Sol na Represa do Guarapiranga, em São Paulo.


O SUP Para Todos na Guarapiranga celebra o verão com clínicas de stand up gratuitas, com aulas ministradas por professores certificados que vão disponibilizar todos os materiais para prática da modalidade, tais como pranchas, remos e equipamentos de segurança.


O evento que tem como objetivo promover a iniciação esportiva, oferecer lazer e bem-estar e é livre para todos os públicos. O projeto tem como propósito fomentar a integração e inclusão social por meio dos esportes com prancha, neste caso com o Stand Up Paddle.


“O stand up comporta a magia de ensinar as pessoas a andar sobre as águas e oferece a sensação única de estar em pé sobre uma prancha, pois pode ser praticado no mar, em rios, lagos e represas, como a Guarapiranga”, declarou Romeu Andreatta, idealizador do projeto SUP Para Todos.


As aulas acontecem em duas etapas, divididas em fases teórica e prática, com orientações para posicionamento correto sobre a prancha e o uso do remo para deslocamento, somados aos exercícios de equilíbrio e impulso, junto das regras de segurança para subir na prancha em caso de mergulho na água.


O evento abre às 9 horas da manhã, e cada aula tem duração de 45 minutos a 1 hora. E a última aula tem início às 16h. As inscrições antecipadas podem ser feitas diretamente pelo site da realizadora do evento: www.abiep.com.br


O evento SUP Para Todos é realizado graças ao apoio da Prefeitura da São Paulo, através da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, com autorização da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. E é organizado pela ABIEP – Associação Brasileira da Indústria de Esportes com Prancha. O apoio de mídia da plataforma ALMA SURF. Participe!


SERVIÇO:


Evento: STAND UP PARA TODOS

Datas: de 8 a 13 de fevereiro de 2022

Horário: das 9 às 17 horas

Local: Praia do Sol na Represa da Guarapiranga

Endereço: Avenida José Marques do Nascimento, altura do nº 3.540 da Av. Atlântica, bairro de Jardim Três Marias, São Paulo, SP


www.abiep.com.br 

www.almasurf.com.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Da Obrigação dos Pais em Vacinar seus Filhos contra a COVID

 Desde o início da discussão sobre a vacinação em crianças em território nacional, houve discursos em diversos sentidos até o posicionamento de liberação da vacinação pela ANVISA, que aprovou a indicação da vacina para imunização contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade. 

A aprovação permite o início do uso da vacina no Brasil para esta faixa etária e a autorização decorre de uma análise técnica de dados e estudos clínicos, e segundo a equipe técnica da agência reguladora, a vacina é segura e eficaz para o público infantil.

Diante do posicionamento oficial, houve propositura de medida judicial junto ao STF para que conselhos tutelares fiscalizem vacinação de crianças e cabe ao Estado proteger crianças, inclusive da conduta dos pais

Na medida judicial o partido político autor sustentou que a Constituição não permite que crianças sejam colocadas em risco e cabe ao Estado protegê-las, inclusive da conduta dos pais e responsáveis.

O partido requereu ainda que os conselhos tutelares possam requisitar, dos responsáveis, informações sobre a vacinação das crianças e também aplicar multa, prevista no artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no valor de três a 20 salários e destaca que as escolas têm o dever de informar a não vacinação de crianças e adolescentes ao conselho tutelar.

O pedido foi feito na ADPF 754, que já tramita no STF, sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, que determinou que os chefes dos Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal são obrigados a garantir o cumprimento dos dispositivos da Constituição e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na vacinação contra a covid-19 de menores de 18 anos.

A decisão do Excelentíssimo Ministro somente ratificou uma lição muito antiga, no sentido de que a legislação e outras decisões recentes do STF, já determinavam que os pais não têm o direito de negar a vacinação dos seus filhos.

De rigor apontar que a  Constituição Federal, bem como o Estatuto da Criança e do Adolescente asseguram que a vacinação são direitos da criança e do adolescente e um dever dos pais e da sociedade.

Nesse sentido, não só os pais são obrigados a vacinar seus filhos, como também escolas, conselhos tutelares e Ministério Público devem fiscalizar se as crianças estão sendo vacinadas, aplicando-se as sanções legais pertinentes aos infratores que não vacinarem seus filhos ou representados menores de idade.

Dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente: " Art. 14. O Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, educadores e alunos. § 1 o É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 13.257, de 2016)" 

Outrossim, entre os bens jurídicos do direito à saúde das crianças e da liberdade de objeção de consciência dos pais, prevalece o primeiro.

Assim, trata-se de obrigação dos pais a vacinação de seus filhos e representados menores de idade e conforme autorização da ANVISA e Ministério da Saúde.

Posicionamento mais do que correto do Excelentíssimo Procurador Geral de Justiça de São Paulo, Dr. Mário Sarrubbo: “O promotor deve chamar esse pai em 1º lugar para um diálogo e dar uma advertência na forma de proceder com a vacinação. Em seguida, prosseguindo com ações injustificadas, ações específicas serão tomadas, como punições, advertências e até a perda temporária do poder familiar, o que não esperamos que aconteça”

Assim, possíveis punições aos pais e representantes.

Descumprir o calendário de vacinação infantil pode ser entendido como falta de cuidado e a negligência dos responsáveis sobre os menores. Isso pode acarretar na perda do poder familiar. 

Ademais, no caso de uma criança morrer porque não receber a vacina, poderão os pais ou responsáveis ser penalizados, nos termos do Código Penal, por homicídio culposo.

Além disso, escolas, creches e ambientes com aglomeração de menores podem e devem cobrar o passaporte vacinal da COVID do menor, pois devem zelar pela saúde de seus estudantes e atendidos. 

Portanto, vacinar menores não é uma opção dos pais, mas uma obrigação legal.

Sobre o professor pós doutor Marcelo Válio: graduado em 2001 PUC/SP, Marcelo Válio é especialista em direito constitucional pela ESDC, especialista em direito público pela EPD/SP, mestre em direito do trabalho pela PUC/SP, doutor em filosofia do direito pela UBA (Argentina), doutor em direito pela FADISP, pós doutor em direito pelo Universidade de Messina (Itália) e pós doutorando em direito pela Universidade de Salamanca (Espanha), e é referência nacional na área do direito dos vulneráveis (pessoas com deficiência, autistas, síndrome de down, doenças raras, burnout, idosos e doentes). 

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

MINISTÉRIO DO TURISMO APRESENTA : CRIADA POR MAURICIO DE SOUSA AO VIVO, ERA UMA VEZ UMA HISTÓRIA DE PRÍNCIPES E PRINCESAS ESTREIA EM JANEIRO NO TEATRO BRADESCO

 Produção musical é baseada em clássicos da literatura e conta com releitura de Mauricio de Sousa em estilo narrativo do universo da Turma da Mônica. A estreia acontece em 8/1 e os ingressos já estão à venda



A Turma da Mônica traz ao palco do Teatro Bradesco, em São Paulo, uma produção musical baseada em clássicos da literatura, o espetáculo Era uma Vez uma História de Príncipes e Princesas. Embalado por surpresas, suspense e muita aventura, numa história encantadora, o musical traz uma história cheia de significado e mostra que superar desafios pode fortalecer laços de amizade, união e respeito.

 

Sob a direção geral de Mauro Sousa, diretor da Mauricio de Sousa AO VIVO, e supervisão do criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, o musical tem 1 hora de muita diversão para toda a família.

 

Segundo Mauro, a peça reafirma a essência do universo da Turma da Mônica em transformar as histórias em quadrinhos em experiência lúdica, educativa e cultural. “O espetáculo traz uma releitura dos emblemáticos contos de fadas. Os pomposos figurinos e as inspiradoras músicas foram criados primorosamente sob medida nos estúdios Mauricio de Sousa e dão o clima para que a Turminha mais amada do Brasil traga em cena referências a inesquecíveis personagens clássicos da literatura mundial, como Chaupezinho Vermelho e o Lobo Mau, Cinderela e seu Príncipe Encantado, Branca de Neve, seu Príncipe Florian e a Bruxa Má, Bela Adormecida e Phillip, Capitão Gancho e até mesmo o Gigante do Pé de Feijão”, destaca Mauro.

 

Em curta temporada no Teatro Bradesco (Bourbon Shopping – SP), Era uma Vez uma História de Príncipes e Princesas conta com apresentação de Ministério do Turismo, patrocínio de Cielo, apoio de Motorola e realização da Campo da Produção, Opus Entretenimento e Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal - Pátria Amada Brasil. As apresentações começam em 8 de janeiro de 2022 e seguem até 06 de fevereiro de 2022, sempre aos finais de semana. Nos dias 29 e 30 de janeiro serão apresentadas sessões com acessibilidade em Libras. Os ingressos, que custam de R$70 a R$120, estão à venda nas bilheterias dos Teatros Bradesco e Opus Frei Caneca, além do site uhuu.com. Mais informações no serviço.

 

SINOPSE:

Era uma vez um lindo lugar chamado Reino do Limoeiro. Lá moravam uma princesa chamada Mônica e um príncipe chamado Cebolinha que, num belo dia, tiveram suas vidas transformadas por uma Bruxa! Então, para que tudo volte ao normal, eles terão que enfrentar muitos obstáculos com a ajuda de seus novos amiguinhos: Cascão Gancho, Chico Pé de Feijão e Magali com seu chapeuzinho vermelho. A Princesa Mônica é sempre carinhosa, porém sua impulsividade rende boas coelhadas.

 

O Príncipe Cebolinha, vaidoso e esperto, causa grandes transformações com seus planos infalíveis. Magali Vermelho só quer saber de comer os doces da vovozinha. Cascão Gancho é um capitão como nunca se viu, pois não tem medo de trovão, mas foge da água. Chico Pé de Feijão trocou o seu único bem, uma vaquinha, por alguns feijões, na esperança de salvar o planeta Terra sozinho. Ah! Sem falar da Bruxa! Uma trama surpreendente que sai da imaginação e ganha vida para ficar na história de cada um.

 

 

 


SERVIÇO

 

MINISTÉRIO DO TURISMO APRESENTA

PROJETO ERA UMA VEZ

 

TURMA DA MÔNICA – “ERA UMA VEZ UMA HISTÓRIA DE PRÍNCIPES E PRINCESAS”

Teatro Bradesco (Rua Palestra Itália, 500 – Bourbon Shopping São Paulo – Perdizes)

www.teatrobradesco.com.br

 

Lei Federal de Incentivo à Cultura

Patrocínio: Cielo

Apoio: Motorola

Realização: Campo da Produção, Opus Entretenimento, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal - Pátria Amada Brasil

 

Duração: 60 min.

Classificação: Livre. Menores de 15 anos somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis. Crianças com até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais, não pagam.

Acessibilidade

Ar-condicionado

Capacidade: 1439 pessoas

 

Temporada de 8 de janeiro a 6 de fevereiro de 2022

 

Datas e horários:

Sábado (8/1) - 11h e 15h

Domingo (9/1) - 11h e 15h

Sexta-feira (14/1) - 19h (sessão extra)

Sábado (15/1) – 11h e 15h

Domingo (16/1) - 11h e 15h

Sábado (22/1) – 11h e 15h

Domingo (23/1) - 11h e 15h

Sábado (29/1) – 11h e 15h

Domingo (30/1) - 11h e 15h

Sábado (5/2) – 11h e 15h

Domingo (6/2) - 11h e 15h

Obs.: As sessões de 29/1 (11h e 15h) e de 30/1 (11h) contarão com acessibilidade em Libras

 

INGRESSOS

Entre R$70 e R$120,00

Obs.: Confira legislação vigente para meia-entrada

 

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:

 

Uhuu.com – com taxa de serviço

 

Bilheterias físicas – sem taxa de serviço

- Teatro Bradesco (Shopping Bourbon)

- Teatro Opus Frei Caneca (Shopping Frei Caneca)

De segunda a domingo, das 12h às 20h (pausa almoço: 15h às 16h)

 

Formas de pagamento:

- Bilheterias dos teatros: dinheiro, cartão de crédito e cartão de débito

- Site da Uhuu.com e outros pontos de venda oficiais: cartão de crédito

 

Cartões de créditos aceitos: Visa, Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo

Cartões de débito aceitos: Visa, Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo

 

Estacionamento Bourbon Shopping

Isento até 15 minutos

Compras no Záffari acima de R$ 50,00 = 3h de isenção (exceto para Valet, Sem Parar e Conectcar).

Self: Primeiras 2 horas = R$ 16,00

Hora adicional = R$ 5,00

Valet Parking: 1ª hora = R$ 20,00

Hora adicional = R$ 12,00

Motos: Primeiras 2 horas = R$ 16,00

Hora adicional = R$ 5,00

 

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

SHOW DO BITA – Especial de Natal




Sucesso em todo o Brasil, o fenômeno infantil Mundo Bita apresenta em São Paulo, o “SHOW DO BITA – Especial de Natal”. Durante o espetáculo, com cerca de 70 minutos de duração, Bita, Tito, Dan, Lila e Flora se divertem recebendo personagens super especiais em pleno clima da magia natalina.

 

Flora, que já conquistou o coração da criançada nos outros shows e tem participação constante nos clipes do MUNDO BITA, segue como a cantora nesta nova temporada. Ela é uma das protagonistas ao lado de Dan, Lila, Tito e, claro, o Bita. Diversos outros personagens terão participação no show, a exemplo da Baratinha em “Insetos”, a Vaquinha em “Fazendinha” e o Palhaço em “Palhaçada”.

“O SHOW DO BITA - Especial de Natal” conta com 20 canções contemplando todos os álbuns do MUNDO BITA. A seleção contou com a interação do público por meio das redes sociais, que escolheu as principais canções que não poderiam faltar no espetáculo.

 

O “SHOW DO BITA – Especial de Natal” é diversão garantida para toda a família!!!

 

Quando: 19 de dezembro (Domingo).
Local: TEATRO LIBERDADE (150m do Metrô São Joaquim)

Sessões: 11h e 17h
Ingressos: de R$ 40 até R$ 140.



Ingressos aqui

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

SHOW DO BITA  -  “DENTRO DO MUNDO LÁ FORA”


Com o enorme sucesso de público, o MUNDO BITA abre uma sessão extra de seu show, às 14h, dia 24 de Outubro (Domingo), no Teatro Bradesco (Bourbon Shopping), em São Paulo.

Intitulado “DENTRO DO MUNDO LÁ FORA”, o espetáculo vem reforçar a mensagem que é a essência do fenômeno infantil: o incentivo às brincadeiras ao ar livre, estar em contato com outras crianças e viver momentos de alegria, carinho e diversão.

Flora, que já conquistou o coração da criançada nos outros shows e tem participação constante nos clipes do MUNDO BITA, segue como a cantora nesta nova temporada. Ela é uma das protagonistas ao lado de Dan, Lila, Tito e, claro, o Bita. Diversos outros personagens terão participação no show, a exemplo da Baratinha em “Insetos”, a Vaquinha em “Fazendinha” e o Palhaço em “Palhaçada”.

O SHOW DO BITA é diversão garantida para toda a família!

Corram que os ingressos são limitados!!!



SERVIÇO: 

SHOW DO BITA – “Dentro do Mundo Lá Fora”

Data: 24 de Outubro  (Domingo)

Horários: 14h e 17h

Local: Teatro Bradesco

Endereço: R. Palestra Itália, 500 - Perdizes. Bourbon Shopping - 3° Piso

INGRESSOS: de R$20,00 a R$140,00


sexta-feira, 6 de agosto de 2021

72% das brasileiras não têm acesso a um banco de leite humano em sua localidade, diz estudo

Mesmo o Brasil tendo uma das maiores redes de Banco de Leite Humano do mundo.

Começou em 1º de agosto, a semana mundial de aleitamento materno, que vai até dia 7, e que este ano tem como tema “proteger a amamentação: uma responsabilidade compartilhada.” Além disso, o Banco de Leite Humano (BLH), tem como função promover o aleitamento materno todos os dias. E segundo a Rede Global de Bancos de Leite Humano Brasil (rBLH Brasil), o país possui a maior e mais complexa rBLH do mundo.

Porém, conforme constatou a Famivita em seu mais recente estudo, 72% das brasileiras não têm acesso a um banco de leite humano em sua proximidade. Sendo que o Distrito Federal é o estado em que mais mulheres possuem acesso a um banco de leite, com 54% das participantes. Em São Paulo, somente 30% têm acesso, e no Rio de Janeiro, o percentual cai para 28%. Já o Piauí é o estado com menor acesso a um banco de leite do país, com 16% das participantes.

Ademais, um dos objetivos desta semana tão importante, é manter a amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses de vida, conforme recomendam a OMS - Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde. Porém, 31% das brasileiras não conseguiram atingir o objetivo de amamentar seus filhos, exclusivamente por seis meses. 

E os dados por estado demonstram que o Tocantins é o estado em que mais mulheres amamentaram exclusivamente, sendo que somente 10% não conseguiram. No Rio de Janeiro, 30% das entrevistadas não atingiram esse objetivo, e em São Paulo 35%. Já o Rio Grande do Sul é o estado em que menos mulheres amamentaram exclusivamente por seis meses, com 41% das participantes.

A falta de orientação adequada na hora de amamentar pode causar alguns transtornos para as mamães, podendo causar dor, e dificultando a pega pelo bebê. Porém, é muito importante que elas não desistam, pois o leite materno tem tudo que o bebê precisa para crescer saudável. É por isso que uma consultoria de amamentação, pode fazer toda a diferença. Com ela, as mamães têm acesso a profissionais especializados e experientes, consultoria 100% online e suporte pós-consulta durante 15 dias. Tudo isso, através de um processo muito rápido, e por um custo muito mais baixo do que as fórmulas e leites especiais.



terça-feira, 3 de agosto de 2021

Aleitamento materno: um ato a ser protegido e uma responsabilidade compartilhada

 De 1º a 7 de agosto, 120 países se mobilizam para a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM)


*Por Tiemi Yoshida

Pediatra, especialista em Neonatologia e Terapia Intensiva Pediátrica, fundadora do Instituto Ery


A mortalidade infantil ainda é um problema mundial. Estima-se que cerca de 820.000 mortes por ano em crianças menores que cinco anos poderiam ser evitadas por meio do aleitamento materno. Em outras palavras, a amamentação é a ação preventiva mais eficaz para melhorar essas taxas. Nesse sentido, a amamentação traz benefícios para a prevenção de doenças crônicas como: obesidade, diabetes, doenças alérgicas e melhora no desenvolvimento cognitivo, além de evidências crescentes na prevenção de leucemia.


Para a mulher, a amamentação diminui risco de câncer de mama, ovários e útero. Desse modo, cerca de 20.000 mortes anuais poderiam ser evitadas. Além disso, estudos recentes evidenciam menor índice de diabetes e doenças cardiovasculares nas mulheres que amamentam.


Por outro lado, as taxas globais de aleitamento materno continuam baixas. Apenas 41% dos bebês com menos de seis meses de idade são amamentados exclusivamente. Ao passo que, desses, apenas 45% continuam recebendo leite materno até os dois anos de idade. Ademais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a amamentação exclusiva até os seis meses e continuada até pelo menos dois anos de idade. A meta global é alcançar uma taxa de 50% de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade até 2025.


Por isso, anualmente, a primeira semana do mês de agosto traz consigo uma missão especial. De 1º a 7 de agosto, 120 países se mobilizam para a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). A princípio, este é um período que a agenda mundial dedica grande enfoque e atenção para: informar, engajar e promover ações que protejam e apoiem o aleitamento materno.


Ações para reduzir a mortalidade infantil


Em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promoveram um encontro para debater ações para reduzir a mortalidade infantil. Então, a iniciativa resultou em um documento chamado Declaração de Innocenti. Este documento foi adotado por organizações governamentais e não governamentais, inclusive Brasil, e apresenta uma agenda internacional que tinha como principais objetivos:


Implantar um comitê nacional de coordenação da amamentação;

Assegurar que todas as maternidades respeitem os “10 passos para o sucesso da amamentação nas maternidades”;

Por em prática o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do leite materno;

Aprovar leis de proteção da mulher que amamenta no trabalho.

Neste contexto, em 1991 foi fundada a Aliança Mundial Pró-Amamentação (WABA). Em seguida, em 1992, criou-se a Semana Mundial de Aleitamento Materno visando promover as metas da Declaração de Innocenti. A WABA tem como objetivos:


Restabelecer e manter mundialmente a cultura da amamentação;

Eliminar todos os obstáculos à amamentação;

Promover maior cooperação regional e nacional; 

Defender a amamentação, programas de desenvolvimento, de mulheres ou ecológicos.

Como são escolhidos os temas para a SMAM?


Anualmente, a WABA é quem define os temas para Semana Mundial de Aleitamento Materno. Geralmente, incluem: sistemas de saúde, mulheres e trabalho, o Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno, apoio comunitário, ecologia, economia, ciência, educação e direitos humanos. 


Desde 2016, a Semana Mundial De Aleitamento Materno está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Por isso, este ano o tema é “Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos”.


SMAM 2021 – Proteger a Amamentação: Uma Responsabilidade de Todos


A amamentação não é responsabilidade da mulher e sim de todos nós. Ao passo que, o aleitamento materno é um direito humano que precisa ser respeitado, protegido e cumprido. 


Neste ínterim, é preciso uma abordagem de saúde pública sobre o aleitamento materno, onde governos, sociedade civil e outros parceiros trabalhem juntos para criar um ambiente favorável à amamentação. Outrossim, é um aspecto vital para proteger e apoiar o aleitamento materno.


Os objetivos da SMAM 2021:


- Informar as pessoas sobre a importância de proteger o aleitamento materno;

- Enfocar o apoio ao aleitamento materno como uma responsabilidade vital para a saúde pública;

- Envolver-se com organizações e indivíduos para buscar maior impacto;

- Articular as ações sobre a proteção do aleitamento materno para melhorar a saúde pública.


Ao mesmo tempo, a pasta de ação da SMAM 2021 analisa os desafios para a proteção do aleitamento materno sob os âmbitos nacional, sistema de saúde, local de trabalho e comunidade.


 Âmbito nacional: 

A maioria das mulheres deseja amamentar seus filhos. Porém, a falta de políticas de proteção social faz as taxas despencarem ao longo do tempo. No mundo, a taxa de aleitamento exclusivo até seis meses de idade – como recomendado – é de apenas 41%. De acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), no Brasil, em 2019, este índice era de 45,7%.


Os elementos chaves para que os programas nacionais melhorem as taxas de aleitamento materno incluem: militância, vontade política, legislação, treinamento contínuo de recursos humanos, implementação de práticas baseadas em evidências em estabelecimentos de saúde – Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) – e programas de base comunitária (aconselhamento e apoio por pares na amamentação). Além disso, a importante fiscalização do marketing de substitutos do leite materno.


Nível de sistemas de saúde: 

Igualmente, muitos sistemas de saúde são incapazes de fornecer informações e suporte em longo prazo para as famílias que querem amamentar. Com isso, deixam-nos vulneráveis para o marketing de indústrias de fórmulas infantis e o desmame. Portanto, o investimento em treinamento dos profissionais em todos os níveis incluindo agentes comunitários é necessário para aconselhamento e resolução de problemas de amamentação.


Outro aspecto importante é ampliar a Iniciativa Hospital Amigo da Criança que sabidamente tem impacto positivo no aleitamento materno. Atualmente, no Brasil, 301 hospitais são certificados, mas é necessária uma maior capilarização.


No trabalho remunerado: 

A proteção social se dá por meio de licença maternidade, paternidade e parental, remuneradas financiadas pelo poder público preferencialmente até seis meses de vida do bebê. Por fim, a criação de locais de trabalho favoráveis às mães como salas de amamentação, salas de coleta e armazenamento do leite materno, horas flexíveis de trabalho e pausas durante a jornada de trabalho também auxiliam para prolongar a amamentação, se assim for o desejo da mulher.


Por outro lado, para os trabalhadores informais e para os estudantes, políticas de proteção social deveriam ser implantadas como salas de amamentação nas escolas e postos de saúde deveriam estar disponíveis.


Como resultado, no Brasil 60% das mulheres amamenta exclusivamente até os quatro meses de idade e depois a taxa cai para 45,7% aos seis meses. Provavelmente, este índice é devido ao impacto do retorno ao trabalho com o fim da licença maternidade.


Nível Comunitário

Muitas vezes, a decisão sobre a alimentação da criança é influenciada por parceiros, pela família estendida e pela comunidade em geral. Frequentemente, normas sociais e práticas tradicionais associada ao marketing da indústria de substitutos do leite materno impedem o aleitamento materno ideal. Associado a este fato, a falta de sistemas de apoio ao aleitamento a nível comunitário torna a proteção à amamentação uma tarefa difícil. Assim, se faz necessário um treinamento efetivo dos profissionais de atenção primária. Bem como, também é primordial desenvolver grupos comunitários que possam oferecer apoio ao aleitamento e estimular profissionais especialistas em aleitamento a estarem na mídia social para fornecer informação e suporte corretos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Aleitamento materno para crianças traz benefícios à saúde bucal

 Amamentação é essencial para um bom desenvolvimento nos primeiros anos de vida


A amamentação é a base da alimentação e da saúde de toda criança em seus primeiros anos de vida. O aleitamento materno fornece os nutrientes necessários para a criança crescer e desenvolver uma boca saudável.


Além disso, o aleitamento é um importante fator para a maturação e o aumento da musculatura oral, promovendo o crescimento do sistema estomatognático, isto é, o conjunto de estruturas bucais, preservando suas funções vitais como a sucção, mastigação, deglutição e respiração.


Para a cirurgiã-dentista Sylvia Lavínia Martini Ferreira, presidente da Câmara Técnica de Odontopediatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), há diversos fatores determinantes (culturais, sociais e econômicos), que fazem a mulher e sua família optarem pelo aleitamento materno. “Deve haver o envolvimento de vários setores da sociedade, desde diretrizes legais e políticas, proteção legal de apoio às mulheres que trabalham e amamentam, até a formação adequada de profissionais para qualificar a atenção dos serviços de saúde”, comenta.


Para chamar a atenção para esta importante iniciativa de saúde pública, entre 1º e 7 de agosto é celebrada a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que neste ano traz o tema “Proteja a amamentação: uma responsabilidade compartilhada”. A iniciativa foi criada pela Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA, sigla em inglês) e tem apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).


Os cirurgiões-dentistas têm papel fundamental no apoio e promoção do aleitamento materno. Por meio de consultas regulares, que devem iniciar antes mesmo do nascimento do bebê, os profissionais da saúde bucal podem orientar as famílias no desafio de melhorar as práticas com relação ao aleitamento materno e à alimentação complementar saudável, sempre destacando os seus benefícios.


“A amamentação previne também a má oclusão e a cárie dentária, por retardar a introdução de alimentos cariogênicos na dieta do bebê”, completa a cirurgiã-dentista.


A OMS e o Ministério da Saúde orientam que a amamentação seja exclusiva até 6 meses e complementada até 2 anos ou mais. Após os seis meses deve-se iniciar a introdução alimentar adequada, com alimentos in natura ou minimamente processados e manter a amamentação.De acordo com os resultados preliminares do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) do Ministério da Saúde, os índices de aleitamento materno melhoraram. Após avaliação de 14.505 crianças menores de cinco anos entre fevereiro de 2019 e março de 2020, foi constatado que mais da metade (53%) das crianças brasileiras continua sendo amamentada no primeiro ano de vida. Ainda assim, é uma taxa que precisa alcançar índices maiores, atingindo cada vez mais crianças e famílias, a fim de ampliar seus benefícios.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Você sabia que as vitaminas D e K₂, trabalham em conjunto? Durante o isolamento social elas podem ser indispensáveis

Imprescindível para a saúde do corpo e da mente, o sol é o principal fator na sintetização de Vitamina D. Saiba quais alternativas buscar com a falta dos raios solares durante o isolamento social

Expor-se ao sol diariamente, nem que seja por 15 minutos, já pode fazer uma grande diferença na saúde e qualidade de vida. Esse hábito traz benefícios, pois além de estimular a produção da vitamina D que atua em diversas funções no organismo, fornece mais disposição e bem-estar para encarar o dia. Mas, e quando estamos em meio a uma pandemia, mantendo o isolamento social como principal medida para conter o avanço da COVID-19, como tomar a nossa dose diária de sol? Nem todas as pessoas possuem um local adequado para isso em seus lares, além do fato de parques, clubes ou mesmo outras áreas de lazer estarem com uso restrito para evitar contaminação.

Sabemos que a exposição aos raios UV deve ser controlada, uma vez que esse é o principal fator de risco para o câncer de pele, mas, ainda assim, é de suma importância procurar uma maneira de garantir a dose diária de Vitamina D.

Para que serve a vitamina D?

A Vitamina D tem inúmeras funções no organismo, sendo uma das principais o aumento da absorção intestinal de cálcio, essencial para o desenvolvimento saudável dos ossos e dentes. Além disso, a vitamina D está diretamente relacionada à massa óssea, minimizando uma osteopenia ou osteoporose, por exemplo, além de atuar sobre a função muscular no organismo. Quando há deficiência de vitamina D, pode haver uma fraqueza muscular e elevar o risco de quedas e fraturas em pacientes com uma inadequada massa óssea.  

Nos ossos, ela funciona basicamente para regulação do metabolismo ósseo, e age como hormônio mantendo em quantidades adequadas o cálcio e fósforo presentes no sangue, através do aumento ou diminuição da absorção desses componentes no intestino delgado.

O consumo regular de alimentos ricos dessa vitamina e expor-se ao sol, são as formas de produzir vitamina D solar, que ativa a produção de vitamina D na pele. No entanto, a suplementação pode ser indicada e segura nos casos de deficiência, mas há um fator relevante quando se fala em suplementação de Vitamina D: a associação da Vitamina K2.

D+ K2: vitamina certa, no lugar certo

A vitamina K2 auxilia na manutenção dos ossos, pois participa como cofator da ativação de proteínas dependentes de vitamina K. Uma destas proteínas é responsável por direcionar o cálcio para os ossos e evitar a deposição de cálcio nas artérias.

Descoberta recentemente, ela está presente no natto (alimento tradicional japonês feito através da fermentação da soja), e em menores quantidades em queijos gordurosos, ovos e fígado bovino. As pesquisas feitas com a vitamina K2 têm apontado benefícios na saúde óssea e cardiovascular.

Estudos que avaliaram os efeitos de sua ingestão através dos alimentos, observaram que as pessoas que consumiam maior quantidade de vitamina K₂ apresentavam menor risco de doenças cardiovasculares.

Adicionalmente, outros estudos demonstraram que baixos níveis de ingestão de vitamina K2 estão associados ao aumento do risco de fraturas de quadril.

Vale lembrar que a vitamina D estimula a absorção intestinal de cálcio, é muito importante estar associada a uma vitamina K2 para que o cálcio seja direcionado para os ossos, otimizando a saúde óssea bem como para minimizar o risco de doenças cardiovasculares por evitar a deposição indesejada de cálcio nas paredes dos vasos.

Segundo a Dra. Rita de Cássia Salhani Ferrari, médica geriatra com Fellowship no Geriatric Medicine Program na University of Pennsylvania, responsável pelo departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Marjan Farma é muito importante que os níveis de Vitamina D no organismo sejam acompanhados por um especialista que, a depender da necessidade, poderá indicar uma possível suplementação. “A partir de exames específicos, o médico pode entender que é preciso suplementar a Vitamina D. Em momentos como esse, de pandemia, é muito importante que essa possibilidade seja acompanhada de perto. Suplementos de Vitamina D associada à K2 são ótimas alternativas na manutenção dos índices de Vitamina D no organismo”, explica.

quarta-feira, 3 de março de 2021

Pediatra fala sobre os riscos da obesidade infantil que pode ser potencializada pela pandemia

 A obesidade infantil é um tema que vem preocupando os pais e médicos a cada ano que passa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso. Já uma pesquisa feita em 2019 pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, revelou que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso, 9,38% com obesidade e 5,22% com obesidade grave. Entre os adolescentes, os números também são preocupantes: 18% apresentam sobrepeso, 9,53% são obesos e 3,98% têm obesidade grave. A doença é uma preocupação generalizada e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025 o número de crianças obesas no planeta pode chegar a 75 milhões. 


Os números são realmente preocupantes se pensarmos que estamos vivendo uma pandemia há um ano, com escolas fechadas, rotinas completamente diferentes e ansiedade alta. Além disso, com a dificuldade econômica, o acesso a uma alimentação mais equilibrada e saudável, também está mais difícil. Com a alta dos preços dos alimentos, muitas pessoas acabam substituindo alimentos ricos em nutrientes por opções industrializadas e com excesso de açúcar e gorduras. 


“Estamos vivendo um momento muito atípico no mundo, mas é importante alertar que a obesidade infantil é um problema antigo e que precisa de mais atenção tanto dos pais como dos nossos líderes políticos, com ações como merendas mais saudáveis e ricas em nutrientes, além de uma educação alimentar”, explica a Pediatra Felícia Szeles. 


Além da alimentação, outro fator importante para o sobrepeso infantil é o estilo de vida das crianças e adolescentes, que estão cada vez mais sedentários por conta do excesso de telas e poucos estímulos físicos na rotina familiar. Os tempos também são outros, isso é fato: a nova geração não brinca na rua como a geração de seus pais, que jogavam bola na rua, brincavam de pega-pega ou tinham que exercitar a mente com brincadeiras criativas para ocupar o tempo. 


“As telas são, sem dúvida nenhuma, um dos fatores que mais facilitam o sedentarismo e, consequentemente, a obesidade. E com a pandemia, isso só piorou, já que a maioria das crianças acorda e já vai para as aulas online ou para o desenho. O desafio para os pais é grande, mas é preciso impor limites pensando na saúde e qualidade de vida dos pequenos. Por mais chato que seja ver a criança chorar ou fazer manha querendo as telas, vale a pena segurar agora para garantir mais saúde e qualidade de vida para os pequenos”, ressalta a Dra. 


#FicaADica - pequenas atitudes que incentivam as crianças a uma vida mais saudável: 


Use e abuse dos alimentos coloridos. As cores estimulam as crianças, facilitando a ingestão de verduras, legumes e frutas; 

Ofereça água várias vezes ao dia, seu filho pode achar que está com fome e muitas vezes ele está com sede.

Não dê suco de rotina. Mesmo os naturais são muito calóricos e possuem poucas fibras. 

Evite falar: “você tem que comer isso”. No lugar, coloque no prato de todos da casa e coma junto, o exemplo vale mais que mil palavras; 

Sempre introduza novos alimentos - pode ser tipo ou forma de preparo -isso favorece a aceitação e dificulta a seletividade ; 

Faça da refeição um momento agradável. Comer sempre que possível em família e respeitar os sinais de saciedade de cada criança. Lembra-se que a quantidade que você acha ideal pode ser muito para seu filho; 

Leve seu filho à feira, deixe ele conviver com aquela variedade linda de cores e sabores. Deixe ele escolher o que quer experimentar, cheirar, tocar. Se sentir útil e importante já é meio caminho andado; 

Limite horários para as telas, evitando pelo menos duas horas antes de dormir. Dormir bem também é importante no combate à obesidade;  

Reserve um tempo para brincadeiras mais ativas, em pé, correndo, dançando ou fazendo algum esporte. Faça também alguma atividade física, atitudes saudáveis inspiram e estimulam;

Insira a criança em rotinas da casa, como por exemplo: peça ajuda para guardar os brinquedos, arrumar a cama ou mesmo lavar as frutas e saladas;  

Não faça estoque de bolachas, refrigerantes e doces. É muito mais fácil falar que não tem do que não pode; 

Evite ao máximo o consumo de frituras 

Dra. Felícia Szeles

Formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC - Campinas), é especialista em Pediatria e Alergia e Imunologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.


Pediatra nas áreas de Puericultura, Infância e Adolescência, também realiza acompanhamento pediátrico pré-natal em gestante. Como Alergista, atua com foco no atendimento infantil.

terça-feira, 2 de março de 2021

Entenda sobre a estabilidade ao qual a gestante tem direito

 São muitas as dúvidas quanto a ocupação de um cargo por uma empregada gestante, bem como a reintegração ou indenização, considerando a grande demanda de colaboradoras que têm os seus direitos feridos.


Por não ter previsão expressa na lei trabalhista, o cumprimento desse direito torna a vida dessas mulheres mais complicada, e muitas vezes necessita de amparo judicial.


Ainda temos que considerar que a licença maternidade é diferente da estabilidade gestacional, o que também gera bastante confusão.


A licença maternidade é o período concedido aos segurados do INSS nos estágios finais da gestação ou que acabaram de ter um bebê ou adotaram, para que se afastem do trabalho e continuem recebendo salário.


Em caso de gravidez, mulheres que são empregadas formalmente, seja por alguns dias, meses ou anos ou se entrou num emprego ontem e hoje engravidou, têm o direito. E isso também vale para os casos em que, infelizmente, ocorre o natimorto, que é a morte de um feto após 20 semanas de gestação.


No caso de aborto, seja espontâneo ou os previstos em lei (estupro ou risco de vida para a mãe), também podem se afastar do emprego ou obter o salário maternidade, mas é por apenas duas semanas.


No caso de pai viúvo, este pode pedir licença do restante do tempo que daria a licença maternidade, pois a criança necessita deste para viver.


Em caso de adoção, apenas um dos responsáveis se afasta ou quem obteve a guarda judicial, por exemplo, ou uma avó que assume a guarda da criança. Nesse caso, o INSS não concede pela via administrativa. É necessária a solicitação pela via judicial.


Também têm direito os contribuintes individuais (autônomas), facultativas (estudantes, por exemplo) ou MEIs (Microempreendedoras individuais), empregadas domésticas e trabalhadoras rurais. Nesses casos, é necessário no mínimo 10 (dez) contribuições.


O período padrão para a licença maternidade é de 120 dias e o valor do salário maternidade varia para cada tipo de segurada. Às empregadas, o valor será o do seu salário mais a média das verbas variáveis como, por exemplo, comissões. Já para as desempregadas, contribuinte individual, facultativo ou MEI, o valor será a média das últimas 12 contribuições.


As empregadas contratadas, mesmo em hipóteses de contrato por prazo determinado, contratos de experiência ou a termo, garantem a estabilidade à gestante.


Há muitas dúvidas também quando se tem conhecimento da gravidez durante o aviso prévio. Portanto, vale ressaltar que, durante o aviso prévio, o contrato permanece normalmente, não havendo limitações quanto à aquisição de algum tipo de estabilidade, valendo para todas as estabilidades garantidas por lei.


Logo, estando dentro do contrato de trabalho, mesmo que durante o aviso prévio, a empregada possui direito à estabilidade gestacional.


Como toda regra, há uma exceção. Aqui também não seria diferente, pois existe uma Lei complementar de número 146/2014 que prevê também a estabilidade para quem tiver a guarda do filho se a mãe falecer durante o parto, por exemplo. Nesses casos, o responsável terá direito a cinco meses de estabilidade após o nascimento da criança ou ao tempo que restar da estabilidade.


Não menos importante, e como já citado acima, é muito comum a empregada ser dispensada do emprego e após isso, descobrir a gravidez, gerando dúvidas quanto ao direito à estabilidade.


Nesses casos, é necessário ter em mãos um exame de ultrassom que demonstre a idade gestacional. Essa é a única prova que você precisa para pedir a reintegração. Caso o tempo de gestação coincida com tempo em que estava empregada, você possui a garantia do emprego. O ultrassom ou laudo médico que indique o tempo de gestação é imprescindível para o pedido de reintegração. Na recusa do empregador em reintegrar a empregada, ela deverá buscar amparo judicial.


Mas a garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta estiver dentro do prazo da estabilidade, que são cinco meses após o parto. Se estiver dentro desse período, ela deve ser reintegrada. Porém, passado esse período, apenas a indenização será paga pelo empregador e não mais há garantia de emprego.


A gestante não pode ser demitida, exceto em casos de justa causa. Ainda assim, deve ser provado na Justiça. A Constituição Federal, prezando pela vida da criança, proíbe a dispensa da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.


Não pode haver discussões quanto a esse direito, pois não há bem mais precioso que a vida.


Ainda que a empregada cometa falta grave e esteja sujeita à demissão por justa casa, o empregador deverá comprovar na Justiça, sendo ainda possível a reversão da justa causa e reintegração da empregada.


Para deixar claro, exceto em casos de comprovada justa causa, a grávida não pode ser demitida, independentemente do tipo de contrato, seja ele por tempo indeterminado, temporário, de experiência ou durante o aviso prévio.


A partir do momento em que a empregada descobre a gravidez, ela tem a garantia do emprego.


Caso seja demitida sem justo motivo, poderá ingressar com ação trabalhista para pedir a reintegração ao emprego. Não sendo possível a reintegração, será devida a indenização correspondente aos salários devidos no período de estabilidade.


É muito comum as demissões quando o conhecimento da gravidez da empregada e em alguns casos pelo desconhecimento, não busca o seu direito. Ainda, em muitos casos, a gestante descobre a gravidez após a demissão e presume que a empresa não tem mais responsabilidade.


Devemos nos atentar nessas situações, pois, em muitos casos, você pode ter o direito à estabilidade, sabendo o empregador ou não que a empregada é gestante. O que importa é que se o início da gravidez ocorreu durante do contrato de trabalho. É a partir desse momento que se adquire a estabilidade no emprego.


Importante ressaltar que o empregador não pode exigir um exame à empregada, podendo ser feito apenas com a autorização dela. Inclusive, não é permitido solicitar o exame de gravidez na hora da entrevista e admissão, sob pena de ser caracterizado discriminação.


Inicia-se a estabilidade da gestante a partir do primeiro dia de gestação, o que pode ser comprovado por meio do ultrassom. A partir disso, a empregada adquire a estabilidade no emprego, pouco importando a ciência do empregado ou empregador do seu estado gravídico.




Por Jonas Figueiredo, advogado trabalhista.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Relacionamentos Abusivos - Será que Você Está Vivenciando Um Deles?

 Saiba Quais os Tipos de Relacionamentos Abusivos e Como Agir Diante Deles.


Ao contrário do que muita gente acredita e do que a mídia apresenta, o relacionamento tóxico não se limita ao relacionamento romântico, tendo sempre o homem como vilão. O relacionamento tóxico vai muito além do aspecto romântico.


Relacionamento tóxico é todo aquele onde uma das pessoas acaba prejudicando a outra, como por exemplo: nas relações onde há ciúmes em excesso, onde há invasão à privacidade alheia, manipulação emocional, entre outros. E entre os diversos tipos de relacionamentos: entre mães e filhos, pais e filhos, patrão e empregado e sim, nos relacionamentos de amizades e entre cônjuges.


O Que Podemos Fazer Para Evitar Que Sejamos Tóxicos Dentro De Um Relacionamento Romântico?


Em um relacionamento romântico nós precisamos ter cuidado, por exemplo, com o ciúmes em excesso, como afirma a Dra. Aline Machado Oliveira, Médica Psiquiatra e Psicoterapeuta Junguiana: “O ciúmes é uma reação natural, ele vai acontecer, mas é preciso saber como controlá-lo. Numa relação onde um dos dois é muito ciumento, o relacionamento será prejudicado, porque aquele que está sofrendo o ciúmes acaba perdendo a sua liberdade, e a perda da liberdade é o início do fim de um relacionamento. E liberdade não é libertinagem; significa que um vai confiar no outro e vai confiar que o outro está lhe respeitando, mesmo que não estejam juntos o tempo todo ”.


Pais & Filhos


O relacionamento tóxico de mãe para filho é quando a mãe não deixa o filho viver a própria vida; não o deixa crescer. Ela quer viver pelo filho, quer protegê-lo de todos os males do mundo e isso é impossível porque todos nós passamos por sofrimentos em nossas vidas. É assim na vida de todas as pessoas, independente de classe social, raça ou crença – diz a Dra. Aline.


“-Nenhum pai ou mãe no mundo, por mais que tente, vai conseguir impedir que seu filho passe pelas dores que todo ser humano precisa passar. Então, quando uma mãe cria o filho como se este fosse o rei e ela, o súdito, certamente este relacionamento é tóxico, pois as atitudes da mãe impedirão que seu filho cresça, se desenvolva e assuma suas próprias responsabilidades.” - completa a psicoterapeuta.


Também é muito comum o relacionamento tóxico partindo dos filhos para os pais, como por exemplo, o filho que abusa financeiramente dos pais, que os xinga, que os manipula emocionalmente com chantagens e estes cedem, com medo de perdê-los.


“É muito comum no consultório, relatos de pessoas que têm filhos usuários de drogas, que aceitam tudo que os filhos impõem, inclusive que eles usem drogas dentro de casa, pois temem que se não deixarem, os percam para o mundo. Assim, rendem-se às chantagens, manipulações e ao desrespeito. Isto é tóxico.” - Comenta a Dra. Aline Machado Oliveira, Médica Psiquiatra e Psicoterapeuta Junguiana.


As Relações Sociais e Profissionais


Nas relações em que não há respeito pelo espaço do outro, quando não se respeita os limites da privacidade, quando há manipulação emocional, desejo de controle ou excesso de críticas negativas, existe toxidade. E estes são só alguns exemplos que servem como sinais de que estes relacionamentos não são harmônicos e isso pode ser, de muitas formas, nocivo.


O relacionamento tóxico também está presente em outras áreas da nossa vida social, como por exemplo, quando há abuso de poder por parte de figuras de autoridade, seja para benefício próprio ou por puro egoísmo.


Fato é, que nem todas as pessoas estão preparadas psicológica ou emocionalmente para assumirem posições de poder, refletindo suas frustrações ou traumas não resolvidos.


Dentro do aspecto social mais abrangente, relacionamentos tóxicos podem ser criados ou estimulados, como por exemplo, a hostilidade entre brancos e negros, pobres e ricos, ou mesmo a hostilidade religiosa.


O que fazer?


O ideal é buscarmos relacionamentos mais harmoniosos, pessoas que acrescentem aquilo que precisamos, que venham para somar, que respeitem nosso espaço e nossas escolhas, mas que também possamos compartilhar o que temos de melhor para as outras pessoas, seja nos relacionamentos familiares ou românticos, seja com os amigos, na vida profissional ou social.


Caso você esteja vivenciando algum relacionamento nocivo e não saiba como sair desse relacionamento, o melhor é procurar ajuda profissional.


 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Pediatra dá dicas de como reconhecer infecção urinária em bebês

A infecção urinária em crianças é mais comum do que se imagina. Quando falamos em crianças do sexo feminino, as chances ainda aumentam em cerca de cinco vezes, dependendo da idade, se comparados aos meninos. E identificar os sinais nas crianças, principalmente os bebês que ainda não falam, é um desafio para os pais. Para ajudar, a Pediatra, Dra. Felícia Szeles, traz algumas informações importantes que facilitam reconhecer de forma mais rápida os bebês que estão sofrendo com isso.

Principais sinais

Como os bebês ainda não sabem se expressar direito, é preciso ficar bem atento ao comportamento: mudança repentina de humor; irritação incomum; dificuldade para dormir; vômitos e diarreia; baixo ganho de peso e até perda de interesse na hora amamentação. Vale ficar alerta também para ver se a quantidade de xixi aumentou, se o cheiro está diferente e se ele demonstra algum incômodo ao urinar.

“A febre é um sinal muito importante e sempre deve ser avisada para o Pediatra. Não são raras as crianças que apresentam apenas febre, sem outros sintomas aparentes. Nestes casos, a conduta é sempre examinar a criança e, quando necessário, pedir exames para conseguir entrar com a medicação mais indicada e de forma ágil, evitando complicações decorrentes da infecção”, explica Dra. Felícia.

Principais causas

        Nos três primeiros meses de vida, a principal causa são malformações e obstruções do trato urinário e os meninos podem apresentar uma maior tendência pelo fato da glande estar coberta por uma pele (fimose), que dificulta a higienização adequada na região genital. Depois dessa fase, as meninas começam a ter uma chance maior, principalmente por possuírem uma uretra mais curta e uma proximidade maior com a região anal, o que facilita uma contaminação pelas bactérias presentes nas fezes. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a infecção na urina em crianças de até dois anos normalmente está associada a malformações do aparelho urinário, e por isso, sempre que uma criança pequena apresenta uma a infecção, é necessário uma avaliação mais completa com exames de imagem para analisar rins e vias urinárias. Outro fator que merece atenção é a higiene: as bactérias que vêm do cocô são os micro-organismos mais frequentes nas infecções urinárias , e às vezes, com uma boa orientação de higiene, evitamos muitos casos.

“Em caso de recorrência, ou presença de malformações do trato urinário é sempre bom encaminhar para uma avaliação com Nefrologista para um acompanhamento mais adequado”, completa a Dra. 

Mitos e Verdades - Prevenção à alergia com uso de probióticos tem tudo a ver, sim!

 Estimativas de diversos estudos internacionais apontam que entre 30% e 40% da população mundial possuem algum tipo de alergia. E lidar com alergias, principalmente na infância, é desafiador para os pais. Os médicos Ana Paula Castro, a alergista e imunologista da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, e o pediatra Bruno Paes Barreto, coordenador da região norte da Sociedade Brasileira de Pediatria, esclarecem os principais mitos sobre alergia e o uso de probióticos para ajudar nesta questão.


Os probióticos são microrganismos vivos (bactérias boas) que, quando ingeridos em quantidades adequadas, interagem com a microbiota intestinal e têm um papel importante no restabelecimento de seu equilíbrio.


O Lactobacilos rhamnosus GG (LGG®) é a cepa mais estudada no mundo, com eficácia e segurança comprovadas em todas as faixas etárias, incluindo bebês, crianças, adultos, gestantes e idosos, para equilibrar e proteger a microbiota intestinal. As pesquisas científicas realizadas com o Lactobacilos rhamnosus GG (LGG®) já chegam a 35 anos, com validação de mais de 200 estudos clínicos em humanos e mais de 1.000 estudos publicados com essa cepa.


O LGG® é um bacilo Gram-positivo obtido a partir do intestino de um adulto saudável, totalmente sequenciado geneticamente, revelando-se mais 300 proteínas específicas – o que diferencia essa cepa das demais. Entre suas diversas atividades, consegue resistir bem ao ácido gástrico e à bile, adere de forma eficaz às células intestinais e favorece a produção de muco, fazendo com que o aumento da permeabilidade intestinal em situações onde há desequilíbrio da microbiota seja corrigido.


Vale lembrar que é fundamental que adultos e crianças alérgicas tenham acompanhamento médico e estejam bem informadas para avaliar as situações e tomar ações emergenciais quando necessário.


Confira:


A alergia pode ser associada ao fator genético?


VERDADE – Sim. Segundo a alergista e imunologista Ana Paula Castro, médica assistente da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, filhos de mães e pais alérgicos apresentam mais chances de desenvolver alergias. Algumas alergias acabam afetando a qualidade de vida na infância. Mas os sintoma podem ser prevenidos e hoje, felizmente, há tratamentos eficazes.


Probióticos podem ajudar na prevenção da alergia na infância?


VERDADE – O uso contínuo de probióticos pode controlar a proliferação de bactérias “do mal”, as patogênicas, presentes no intestino, proporcionando a absorção de nutrientes para o organismo de forma equilibrada e fortalecendo o sistema imune. As alergias e a imunidade estão correlacionadas, segundo a médica.


Uma vez que a pessoa é alérgica, não é possível controlar fatores externos que desencadeiam crises?


MITO - É possível equilibrar o sistema imunológico. Evitar o contato com alérgenos, como saliva e epitélio de animais de estimação, bolor, fumaça de cigarro e poluição são formas de prevenção. Manter a higiene da casa, em especial do quarto, ajuda a evitar a proliferação de ácaros.


 


O uso de probióticos na gravidez pode ajudar a prevenir alergias nos filhos?


VERDADE – Segundo o pediatra Bruno Paes Barreto, coordenador da região norte da Sociedade Brasileira de Pediatria, o Lactobacilus rhamnousus GG (LGG®) é um dos mais estudados para evitar que grávidas que são acometidas de asma e rinite tenham um filho alérgico.


“Usando, sobretudo, no último trimestre de gravidez tentamos protelar e impedir o surgimento de alergias nas crianças. Esta é uma das principais indicações do probiótico LGG para a gestante”, diz Barreto.


O tipo de parto, vaginal ou cesariana, não influencia o sistema imunológico do bebê?


MITO - Quando se pensa em prevenção de alergias, o parto vaginal tem um papel importante porque faz com que a bebê tenha contato com bactérias que são muito importantes para o adequado funcionamento do intestino e desenvolvimento do sistema imunológico. Desde o nascimento, essa influência ocorre, uma vez que o nosso organismo é formado por inúmeras bactérias, concentradas em sua maioria no intestino. A microbiota intestinal, conhecida há alguns anos como flora intestinal, abriga bactérias, vírus e fungos, sendo que a maior parte das células do sistema imunológico fica alojada no intestino. Sendo assim, o tipo de parto também influencia na propensão a alergias, uma vez que no parto por cesariana não há transferência da microbiota da mãe para o bebê.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Icterícia neonatal: como identificar e tratar

 



Quando um bebê nasce, pais e mães ficam atentos a todos os detalhes. Se a criança começa a apresentar tom de pele amarelo-alaranjado em diferentes partes do corpo, o sinal de alerta acende.  


Esse é um indicativo de que a criança pode estar com icterícia neonatal. É uma doença comum entre recém-nascidos e que precisa ser diagnosticada e controlada, pois geralmente, regride sem tratamento.  


A alteração é causada pelo aumento da bilirrubina no plasma sanguíneo. O pigmento amarelo é fabricado pelo organismo quando as células vermelhas, as hemácias, se rompem. Ele vai direto para o fígado, onde pode ser encontrado na bile.  


Popularmente chamada de “amarelão”, a doença pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, inclusive como sintoma de anemia, câncer, cirrose, doenças hepáticas, infecciosas, da obstrução e do mal funcionamento do fígado. No entanto, costuma ser mais comum em bebês porque as funções hepáticas ainda estão imaturas para lidar com o aumento da quantidade de bilirrubina no sangue.  


Causas e sintomas  


O aumento do pigmento pode ser causado pela incompatibilidade de sangue entre mãe e bebê. Quando a gestante tem sangue Rh- e a criança filho, Rh+, pode ocorrer uma grande e rápida destruição dos glóbulos vermelhos. O fígado não consegue eliminar a substância que vai para a corrente sanguínea, por onde atinge diferentes órgãos.  


A doença ainda pode ocorrer se a criança nascer com excesso de hemoglobina, se sofrer algum trauma com formação de hematomas pelo corpo ou se houver a demora na ligadura do cordão umbilical.  


Além disso, hepatologistas apontam que a dificuldade de amamentação também pode desencadear icterícia. O leite materno possui substâncias que ajudam no processamento da bilirrubina. Bebês que não mamam adequadamente podem apresentar icterícia. Neste caso, assim que estabelecimento da lactação estiver pleno, o problema é resolvido. Crianças prematuras também podem ser atingidas, geralmente por formas mais intensas e prolongadas. 


Em recém-nascidos, a icterícia ocorre na primeira semana de vida, geralmente a partir do terceiro dia e perdura por dez dias. Se aparecer antes, pode indicar problemas mais sérios no fígado. Se aparecer mais tarde, o pediatra pode investigar se a causa é congênita ou envolve infecção urinária e problemas gastrintestinais.  


O sintoma mais característico é a cor amarelada da pele, das mucosas e da região do branco dos olhos. Também causa coceira, febre ou calafrio e cansaço extremo.   


Diagnóstico  


Estudos indicam que a icterícia neonatal pode ocorrer em cerca de 60% dos recém-nascidos. A doença não costuma representar grandes riscos, desde que seja detectada para que as medidas necessárias sejam adotadas com presteza.  


Para diagnosticar a icterícia, o pediatra pressiona com o dedo a testa, o nariz e o tórax do bebê. Ao removê-lo, verifica se a pele ficou branca ou amarela. Geralmente, o distúrbio surge na cabeça e desce até os pés – e desaparece no sentido contrário.  


Quando esse tipo de investigação não é suficiente, é necessário medir com exatidão o nível de bilirrubina total, que é feito por um exame de sangue. Nos recém-nascidos, a coleta da amostra é feita no calcanhar.  


Há a opção da medição com bilirrubinômetro cutâneo, equipamento que é posicionado na testa da criança e faz a leitura de bilirrubina sem precisar dispor de uma amostra sanguínea. No entanto, este teste não é tão preciso quanto o exame de sangue.  


A quantidade considerada inofensiva de pigmento varia. Os especialistas consideram a idade gestacional e o peso do bebê. Após avaliar os dados, o pediatra consegue determinar o tratamento adequado, seja acompanhamento ou medidas para conter o avanço da doença.  


Se a quantidade de bilirrubina for excepcionalmente alta, há risco de afetar o sistema nervoso central, causando encefalopatia, lesão que pode levar à paralisia cerebral.  


Tratamento  


Se o diagnóstico apontar que a icterícia não vai desaparecer espontaneamente, a recomendação é de um ou dois dias de fototerapia, conforme a necessidade. A criança é colocada em um aparelho com várias lâmpadas específicas. A luz ajuda a diluir o pigmento, o que facilita sua eliminação.  


Nem sempre é necessário ficar no hospital. Se a criança for liberada para acompanhamento em casa, a rotina de amamentação deve ser mantida e a família deve estar em contato com o médico e atenta a qualquer mudança.  


O cuidado e o monitoramento das crianças diagnosticadas são necessários porque além da encefalopatia, pode haver complicações, como a anemia falciforme.  


Superada a icterícia, o ideal é prestar atenção à coloração da pele do bebê e fazer consultas e exames de rotina para verificar a dosagem da bilirrubina. Outra dica é expor o bebê ao sol por cinco minutos ao dia, no período da manhã ou no fim da tarde, pois raios solares ajudam a dissolver o pigmento.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Bronquiolite, doença viral aguda preocupa pais

 O que é isso? Quais os riscos? É grave? Como posso ajudar o meu bebê? Como a fisioterapia respiratória por ajudar nesse processo?


Normalmente os pais ficam um pouco assustados quando se deparam com o primeiro quadro de bronquiolite nos filhos.


Para ajudar papais e mamães, a fisioterapeuta respiratória Aline Lacerda, que também é especialista em pediatria e neonatologia, preparou um conteúdo pelo qual explica de forma breve sobre a bronquiolite viral aguda e quais são os cuidados que os pais podem adotar nesse momento.


A bronquiolite ocorre quando a criança entra em contato com alguns tipos de vírus. Normalmente esses vírus se alojam na região do bronquíolo, que são ramificações bem pequenas das nossas vias respiratórias e são responsáveis em distribuir o ar para os pulmões.


Na maioria das vezes, em até 80% dos casos, isso acontece pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Outros vírus também podem causar este quadro tais como: adenovírus, vírus parainfluenza, vírus influenza, rinovírus, entre outros.


O quadro clínico inicial assemelha-se a um resfriado comum com obstrução nasal, febre baixa, coriza clara, tosse, irritabilidade e até mesmo recusa das mamadas. No entanto, dependendo da intensidade da inflamação e da obstrução nos bronquíolos, a bronquiolite pode evoluir em um ou dois dias com dificuldade para respirar (cansaço), respiração mais rápida e sibilância (chiado no peito).


É muito importante os pais estarem atentos aos sinais de alerta, pois serão esses sinais que mostrarão o quanto o bebê está fazendo de esforço para respirar.


Quanto à transmissão, ela ocorre através do contato com gotículas contaminadas. Se alguém contaminado tocar os olhos, a boca ou nariz de uma criança, o vírus pode infectá-la. Adultos infectados podem transmitir para a criança e para outros adultos, embora os sintomas nos adultos sejam diferentes.


Diante disso, crianças com bronquiolite ou com algum sintoma respiratório devem evitar contato com outras crianças, além de se manterem ausentes das atividades escolares enquanto estiverem com sintomas.


Na maioria dos casos a evolução é boa. A maior parte das intervenções pode ser feita em casa, com acompanhamento do pediatra e com os cuidados necessários para manter a hidratação e a nutrição em níveis adequados, conforme a SBP.


Por se tratar de uma condição secretiva em uma via respiratória de tamanho muito pequeno, muitas vezes a criança não consegue eliminar a secreção sozinha. A fisioterapia respiratória não só auxilia no manejo da secreção e monitorização do padrão respiratório, como também acompanha atentamente a evolução da ausculta pulmonar além de proporcionar alívio da condição secretiva, refletindo positivamente na melhora da qualidade do sono, alimentação e até mesmo no humor da criança.


É importante sempre conversar com seu médico logo nos primeiros sintomas, pois certamente ele irá auxiliar com todas as intervenções necessárias para o alívio dos sintomas do bebê, até que ele entre na curva de melhora.


 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Especialistas da Dasa esclarecem as dúvidas mais comuns sobre as variantes do coronavírus

 1. Os cientistas já descobriram mais de mil linhagens do coronavírus.

Verdade. Já há mais de mil linhagens do Sars-CoV-2 cadastradas por cientistas de todo o mundo em um banco de dados global colaborativo para estudo e pesquisa. As predominantes no Brasil são a B.1.1.7, originária do Reino Unido; a P1, que emergiu em Manaus; e a P2, que surgiu em dezembro no Rio de Janeiro. Apesar de ser bastante divulgada, a linhagem B.1.351, de origem sul-africana, ainda não chegou ao País.


2. O vírus que sofre mutação é mais forte e pode desencadear casos mais severos da doença.

Mito. As mutações fazem parte da evolução natural dos vírus. Quando invadem as células para se multiplicar no organismo e, durante o processo de cópia, o código genético do vírus pode sofrer alterações em suas “letras” e essas mutações dão origem a novas variantes, novas linhagens da mesma família de vírus. As mutações são abundantes nos vírus, mas a maioria é irrelevante e não interfere em seu poder de agressividade/letalidade. Até o momento, o que se sabe sobre as três variantes descritas e bem conhecidas – britânica, amazonense e sul-africana - é que elas têm alto poder de transmissibilidade.


3. Uma pessoa pode ser infectada mais de uma vez.

Verdade. Apesar de pouco comum, a ciência já comprovou que é possível contrair o coronavírus duas vezes. Nas pesquisas que estão em andamento, os cientistas estão notando que a variante P.1 (Manaus) e a B.1.351 (sul-africana) são capazes de reinfectar pessoas que haviam tido Covid-19, ou seja, driblam os anticorpos desenvolvidos no primeiro episódio da doença. Trata-se de um vírus descoberto há pouco tempo e o conhecimento sobre ele está sendo construído, no mundo todo, junto com o enfrentamento da pandemia que ele causou.


4. Não existem testes capazes de detectar novas variantes do coronavírus.

Mito. Os testes RT-PCR são capazes de detectar as novas variantes e dar o diagnóstico de positivo ou negativo. Já a identificação da variante não é possível na maior parte dos testes, mas isso só tem utilidade para fins epidemiológicos, não interfere no tratamento individual. Considerados “padrão-ouro”, os testes RT-PCR usam uma metodologia que minimiza as chances de resultados falso negativos nos diagnósticos quando comparado aos testes de imunologia e de sorologia, que só identificam a proteína S.


5. Não existe uma variante que seja mais letal do que a outra.

Verdade. Até o momento não há comprovação científica de mutações que sejam mais letais que outras. O número de óbitos aumenta porque, sendo mais transmissível, cresce o número de casos.


6. Conhecer a variante do coronavírus pode mudar o tipo de tratamento para a doença.

Mito. Conhecer a linhagem do vírus, por enquanto, não muda os cuidados de prevenção e de tratamento. Essa é uma informação relevante apenas para a vigilância epidemiológica. Para identificar a linhagem a qual pertence cada amostra/exame é necessário fazer o sequenciamento genético do vírus, metodologia que ainda não está disponível em larga escala no país. A Dasa segue acompanhando o desenvolvimento de novos exames e estuda incorporar ao portfólio metodologias que permitam identificar a variante, em cada exame realizado. Atualmente, os exames disponíveis no Brasil detectam a presença no vírus, mas não identificam a qual linhagem ele pertence.


7. As novas variantes podem reduzir a eficácia das vacinas.

Verdade. Algumas das vacinas em teste e em uso já demonstraram redução da eficácia para a variante sul-africana. A do Amazonas está sendo estudada, mas, por ter um perfil mutacional bem parecido com a sul-africana, espera-se um resultado similar. As vacinas não deixam de fazer efeito, mas podem perder a eficácia.


8. Como a cada dia surgem novas variantes é melhor aguardar para tomar uma vacina mais potente.

Mito. Ainda há muitos estudos sobre vacinas em desenvolvimento, mas o que se sabe, até o momento, é que as vacinas disponíveis protegem o indivíduo contra quadros severos da doença e imunizam contra as primeiras linhagens conhecidas do vírus. As novas variantes seguem no foco dos cientistas para avaliação de resposta à imunização. Quanto mais pessoas imunizadas menor será a circulação do vírus, sejam as variantes “perigosas” ou as “normais”. Além disso, reduz-se também a chance de aparecerem novas variantes.


9. Quem se vacinou ainda precisa manter o isolamento social.

Verdade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que todas as pessoas vacinadas devem continuar com as medidas de precauções até que as pesquisas sejam conclusivas e se saiba por quanto tempo dura a proteção. Até lá, manter o uso de máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento social é fundamental para enfrentar o coronavírus.


Fontes:

• Gustavo Campana, diretor médico da Dasa

• José Eduardo Levi, virologista da Dasa


Sobre a Dasa

A Dasa é líder em medicina diagnóstica no Brasil e na América Latina e 5ª maior do setor no mundo, com foco em análises clínicas, diagnóstico por imagem e medicina genômica. A companhia conta com um time de mais de 27 mil colaboradores e 2,4 mil médicos renomados no Brasil e no exterior, que atuam em uma rede robusta e capilarizada de cuidados com a saúde em todo o país. Por meio de suas mais de 40 redes de laboratórios distribuídas em 1088 unidades (911 unidades de rua e 177 em hospitais) – como Delboni Auriemo e Salomão Zoppi (SP), Sérgio Franco e CDPI, (RJ), Laboratório Exame (DF), entre outros, a Dasa realiza mais de 270 milhões de exames por ano.

Considerado um dos mais importantes players de Saúde, a Dasa atua com o propósito de impactar positivamente a saúde das pessoas e tem como compromisso ser um agente de conexão do setor por meio de uma medicina mais inteligente, preditiva e personalizada. Em 2020, uniu-se à GSC Integradora de Saúde, com mais de 20 anos de existência, referência em Coordenação de Cuidado e Gestão de Saúde, e a Rede Ímpar, segunda maior rede independente de hospitais do Brasil, com mais de 16 mil médicos, que reúne hospitais como 9 de Julho (SP), Santa Paula (SP), São Lucas (RJ), CHN (RJ), Hospital e Maternidade Brasília (DF) e Hospital Águas Claras (DF).

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Catorze centros no Brasil participam de teste clínico de medicamento para tratar a COVID-19

 Abivax, empresa francesa de biotecnologia, inicia o estudo miR-AGE em pacientes de risco para doença


Novo medicamento em estudo ABX464 pode diminuir os graves efeitos da infecção pela COVID-19, reduzindo o número de participantes que necessitam de hospitalização e o tempo de recuperação para participantes internados.

ABX464 apresenta potencial efeito benéfico triplo no tratamento de participantes com COVID-19: antiviral, anti-inflamatório e reparador de tecidos.

Vários centros de pesquisa clínica no Brasil participarão do estudo, com rigorosos critérios de inclusão de participantes em estudo randomizado controlado com placebo (estudo miR-AGE).

Participantes confirmados com COVID-19, acima dos 65 anos ou com menos de 65 anos que apresentem fatores de risco, receberão ABX464 por via oral, durante 28 dias

O estudo miR-AGE incluirá um total de 1034 participantes na Europa e América Latina.

***


A Abivax SA (Euronext Paris: FR0012333284 – ABVX), empresa de biotecnologia que faz ensaios clínicos, focados no sistema imunológico para desenvolver tratamentos inovadores para doenças inflamatórias, viroses e câncer, anuncia o início do miR-AGE, um estudo para a COVID-19, em vários centros de pesquisa clínica no Brasil. O estudo foi aprovado pela ANVISA (agência sanitária brasileira), bem como pelas agências sanitárias da França, Alemanha, Reino Unido e Itália. A aprovação pelas autoridades do México, Chile e Peru está em andamento. 


 


“Na atual situação, sem imunidade em massa contra a COVID-19, necessitamos de um tratamento rápido que reduza a gravidade dessa doença”, afirma o Prof. Hartmut Ehrlich, M.D., CEO da Abivax.


 


Segundo o Prof. Jorge Kalil, M.D., Ph.D., professor titular de imunologia clínica e alergia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenador do estudo miR-AGE no Brasil, a pesquisa clínica da Abivax avaliará se o tratamento anti-inflamatório precoce com ABX464 pode melhorar os desfechos em participantes da COVID-19’: “ABX464 é um composto em fase final de desenvolvimento que apresenta um novo mecanismo de ação no tratamento de participantes com doenças inflamatórias. Os estudos de fase 2b/3 testam o potencial de um novo candidato terapêutico na prevenção da inflamação grave que leva a Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em participantes idosos ou de alto risco para a COVID-19. A molécula já apresentou dados de eficácia transformacional em participantes com colite ulcerativa, doença também inflamatória. Além disso, ABX464 apresentou perfil de segurança favorável em mais de 300 participantes voluntários e portadores de HIV ou colite ulcerativa.” 


 


“Nossa missão é desenvolver fármacos para melhorar e salvar a vida de pacientes’ e estou orgulhoso de poder utilizar a pesquisa da Abivax e sua expertise na luta contra a pandemia da COVID-19 que assola o mundo todo”, afirma Philippe Pouletty, M.D., Presidente do Conselho da Abivax. 


 


Este estudo duplo cego, randomizado, controlado com placebo, de fase 2b/3 avaliará os benefícios potenciais da tripla ação do medicamento em estudo ABX464 em 1.034 participantes idosos ou de risco para a COVID-19, que incluem:


Efeito anti-inflamatório para tratar a hipercitonemia e a síndrome da hiperinflamação observadas em participantes portadores da COVID-19. Este efeito do ABX464 já foi demonstrado em estudo de fase 2a em outra doença inflamatória grave, a colite ulcerativa. A hiperinflamação pulmonar é a principal causa de desconforto respiratório e de morte dos pacientes com COVID-19. 

Efeito antiviral para inibir a replicação do SARS-CoV-2 (COVID-19) que foi demonstrado em um modelo rigoroso de epitélio pulmonar humano in vitro.

Propriedades de reparação tecidual para prevenir uma potencial disfunção pulmonar de longo prazo após a infecção. Nos participantes portadores de colite ulcerativa, ABX464 demonstrou capacidade curativa das lesões inflamatórias.

 


Até hoje, mais de 300 participantes foram tratados com ABX464, e o medicamento em estudo apresenta excelente segurança clínica e perfil de tolerabilidade. 


A conveniente administração por via oral do ABX464 permite o tratamento precoce de participantes hospitalizados ou não hospitalizados. Os participantes não hospitalizados tomarão uma cápsula de ABX464 por via oral, uma vez ao dia, por 28 dias, em casa. Durante o período obrigatório de quarentena de 14 dias, os participantes receberão o tratamento e serão monitorados por telefone. A partir da terceira semana de tratamento, ou a partir da data em que o participante for liberado da quarentena pelo seu médico, os participantes deverão comparecer ao hospital, uma vez por semana, para monitoramento. 

 


O estudo rigoroso de Fase 2b/3 será conduzido de acordo com os padrões internacionais de pesquisa clínica na América Latina e Europa. O estudo incluirá um robusto procedimento de seleção de participantes, randomização contra placebo e monitoramento, bem como gestão, coleta de dados e análise estatística. Para mais informações sobre o estudo clínico miR-AGE acesse o site ou ligue ou envie uma mensagem de whatsapp para 0800 454 54 54 (das 8h às 17h).


 


Principais pontos do estudo:


ABX464 dose oral (50 mg uma vez ao dia) vs. placebo e tratamento padrão, randomização 2 para 1. 

Inclusão de participantes hospitalizados e não hospitalizados, confirmados para infecção pelo SARS-CoV-2.

Principais critérios de avaliação: não utilização de oxigênio de alto fluxo ou ventilação assistida, ou ausência de morte no período de 28 dias.

Múltiplos parâmetros clínicos e biológicos secundários. 

Duração de tratamento (ABX464 ou placebo e tratamento padrão): 28 dias 

50 hospitais na Europa e América Latina 

 


Critérios de inclusão do estudo: 


Infecção confirmada pelo SARS-CoV-2 (doença COVID-19)

Participantes acima dos 65 anos 

Adultos com menos de 65 que apresentem fatores de risco (obesidade, diabetes, hipertensão, doença cardíaca)

 


Mecanismo de ação do ABX464 nos participantes com COVID-19:



Philippe Pouletty, M.D., Presidente do Conselho da Abivax e CEO da Truffle Capital, afirma: “O estudo miR-AGE com ABX464 foi endossado por especialistas de renome na França, Europa, e Estados Unidos. Esperamos que o ABX464, com exclusivas propriedades antiviral, anti-inflamatório e de reparação tecidual, e conveniente administração por via oral, demonstre ser uma terapia promissora para pacientes com a COVID-19. Vale lembrar que a fisiopatologia da COVID-19 é complexa, portanto, devemos ser cautelosos com relação ao potencial sucesso do estudo miR-AGE.”

 

Prof. Hartmut Ehrlich, M.D., CEO da Abivax, acrescenta: “Infelizmente, até o momento nenhum tratamento terapêutico ou profilaxia demonstrou eficácia em estudos criteriosos para tratar a forma grave da COVID-19. Isto significa que auxiliar os médicos na prevenção do desconforto respiratório e morte dos pacientes com a COVID-19 e limitar o dano pulmonar de longo prazo é necessidade primordial. Além disso, reduzir a necessidade de uso de UTIs nos hospitais é prioritário. ABX464 é uma pequena molécula disponível em apresentação oral que pode ter o potencial de atingir alguns desses objetivos devido ao seu exclusivo mecanismo de ação e facilidade de utilização. O desenho robusto e criterioso do estudo miR-AGE para ABX464 assegura que chegaremos a importantes conclusões clínicas e científicas e, se bem-sucedido, trabalharemos junto às autoridades sanitárias para tornar ABX464 disponível o mais rapidamente possível. Já dispomos de cápsulas de ABX464 em estoque para o tratamento de aproximadamente 50.000 pacientes, e podemos aumentar a produção de ABX464, em poucos meses, para o tratamento de mais de um milhão de pacientes”. 

 

******

Sobre a Abivax 

A Abivax, uma empresa de biotecnologia que faz ensaios clínicos, está mobilizando o mecanismo imunológico natural do corpo para tratar pacientes com doenças autoimunes, infecções virais e câncer. A Abivax está listada na Euronext B (ISIN: FR0012333284 - Mnémo: ABVX). Sediada em Paris e Montpellier, a Abivax possui dois candidatos a fármaco em desenvolvimento clínico, o ABX464 para tratar doenças inflamatórias graves e o ABX196 para tratar o carcinoma hepatocelular. Mais informações sobre a empresa estão disponíveis em www.abivax.com. Siga-nos no Twitter @ABIVAX_

 






quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Dia Internacional da Síndrome de Asperger: conheça mais sobre essa condição, quais os sintomas e tratamentos

 Segundo dados do Center of Diseases Control and Prevention (CDC), um dos maiores Departamentos de Saúde dos EUA, cerca de 1% da população mundial tem algum tipo de Transtorno do Espectro do Autismo


No dia 18 de fevereiro é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Asperger, data escolhida em homenagem ao aniversário de Hans Asperger, pediatra austríaco que escreveu sobre a síndrome pela primeira vez, em 1944. Além da homenagem, a data busca conscientizar a sociedade a respeito dessa síndrome, que é uma condição neurobiológica que faz parte do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e é classificado como uma forma mais branda do quadro. Chamada de autismo leve ou autismo nível 1 pelos especialistas, ela provoca os mesmos sintomas do autismo clássico, mas em uma escala menor. 


Os TEA reúnem desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância, são definidos por um conjunto de comportamentos que variam em grau e gravidade e é marcado por três características principais: dificuldade de socialização; alterações comportamentais como manias, ações repetitivas, apego excessivo a rotinas, interesse intenso em coisas específicas e, por último, dificuldades de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos.


Portadores dessa síndrome ouvem, enxergam e percebem o mundo de forma diferente de outras pessoas, pois costumam processar detalhes adicionais ao seu redor, principalmente, com os sentidos, fazendo com que sons, cheiros, cores e sentimentos pareçam mais brilhantes, fortes e intensos.


De acordo com dados publicados em 2020 pelo CDC (Center of Deseases Control and Prevention), um dos principais Departamentos de Saúde dos Estados Unidos, cerca de 1% da população mundial tem algum tipo de Transtorno do Espectro Autismo. No Brasil, não tem estudos de prevalência de autismo, portanto, não há números oficiais.


Inteligência que chama atenção


Pessoas com Síndrome de Asperger tem a capacidade de dominar as áreas de conhecimento em que se especializam, têm interesses intensos e são altamente focados. E esse é um dos motivos que as levam ao sucesso profissional. É o caso do Lionel Messi, jogador de futebol; Michael Phelps, nadador profissional; Van Gogh, pintor; Greta Thunberg, ativista líder no movimento contra as mudanças climáticas, entre outros.


Diagnóstico


As características e sintomas variam de acordo com cada paciente. No entanto, é importante observar, como já dito acima, alguns sinais como dificuldades em socialização, comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamentos, atividades ou interesses desde a primeira infância.


Geralmente, o diagnóstico é realizado por uma equipe disciplinar composta por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogo e neuropsicólogos. De acordo com o doutor Edmundo Clairefont Dias Maia, psiquiatra do Hospital HSANP, obter o diagnóstico o quanto antes e ter o acompanhamento médico é fundamental para que a criança consiga levar a vida da melhor forma possível. “O acompanhamento médico e dos outros profissionais da saúde auxilia no desenvolvimento da criança, dando mais autonomia a ela. Os resultados são perceptíveis na socialização, compreensão e interação social”.


Tratamento


A Síndrome de Asperger é uma condição e não uma doença, portanto, não há cura. Mas, há diversos tratamentos e intervenção terapêutica que proporcionam oportunidades para os pacientes de se desenvolverem e terem melhor qualidade de vida. “Cada autista recebe o tratamento individualizado, de acordo com seu caso e suas necessidades, que muitas vezes inclui o uso de remédio para controlar alguns sintomas, como a agitação ou ansiedade excessiva” reforça Maia.


O acompanhamento de um psicólogo é essencial e um importante aliado nessa jornada, pois possibilita que a pessoa consiga compreender suas experiências, expor suas angústias e medos, além de ajudar a lidar com as próprias emoções. “o acompanhamento de perto por um psicólogo é fundamental para que ajude a pessoa a aprender habilidades sociais e superar os mais diversos desafios diários sem o medo do julgamento”, finaliza o especialista.


Sobre o HSANP: Hospital referência na Zona Norte da Grande São Paulo e tem como missão ser assertivo com práticas humanizadas, promovendo a melhor experiência e resultados no cuidar de pessoas.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Terror noturno infantil: o que é e como tratar?


Seu filho costuma chorar no meio da noite e não acorda? Quando você se aproxima e tenta conversar, ele continua angustiado, se mexendo e não lembra de nada no dia seguinte? Então pode ser que ele esteja sofrendo com o terror noturno.


Sabemos que é comum os bebês acordarem várias vezes e chorarem à noite. Também é muito comum que tenham pesadelos. Mas o terror noturno se caracteriza pelo fato de a criança não acordar, por mais agitada e angustiada que fique. E, no dia seguinte, ela não se lembra de nada.


“Não existe uma regra, mas observamos que o terror noturno atinge mais crianças entre dois e cinco anos. Porém, a partir dos nove meses alguns bebês já começam a sofrer com isso. Ainda não temos uma comprovação científica para explicar o problema, mas a hipótese que a medicina acredita fazer mais sentido está relacionada a questões emocionais, como situações stressantes ou não resolvidas, que a criança passou ao longo do dia”, explica a Pediatra, Dra. Felícia Szeles.


Muita gente confunde terror noturno com pesadelo, mas eles não são a mesma coisa e nem andam juntos. Ou seja, a criança que tem pesadelo não necessariamente vai sofrer de terror noturno e vice e versa. Como acontecem em fases diferentes do sono, têm características bem distintas.


Nos episódios de terror noturno, que duram cerca de 30 segundos até cinco minutos, a criança pode chorar, gritar, transpirar, ficar com respiração e batimentos cardíacos acelerados e até sair andando pela casa. Por isso é importante os pais manterem a calma, pois logo em seguida ela volta ao sono comum. Se acordar a criança, ela pode demorar muito mais para voltar a dormir.


Nosso sono é dividido em NREM* (também conhecido como NÃO-REM), fase que vai da sonolência até o sono profundo, e REM*, que é a fase de maior atividade cerebral. O pesadelo acontece na fase REM, por isso, a criança acorda assustada e se lembrando de tudo o que “sonharam”. Já o terror noturno é característico da fase NREM e é por isso que a criança não se recorda de nada do ocorrido.


 


Ainda não existe um tratamento para o terror noturno, mas a Dra. Felícia reuniu algumas dicas que podem ajudar os pequenos a ficarem livres disso - e os pais também, é claro:


    Mantenha a calma e não acorde a criança de jeito nenhum. Por mais aflitivo que seja o episódio, ele é rápido e a criança não sente nada e nem vai se lembrar no dia seguinte;  

    Deixe o ambiente seguro para a criança, com telas ou cadeados nas janelas; grades nas escadas e evitar deixar brinquedos espalhados pelo chão;

Evite comidas gordurosas à noite e estímulos como atividades físicas , brincadeiras agitadas e telas pelo menos uma hora antes de dormir;

Mantenha uma rotina de sono, como banhos mornos antes de dormir, que relaxam o corpo. Prefira contar histórias ou deixar alguma música suave no ambiente;

Se a criança já souber falar é importante que os pais sempre conversem com ela no dia seguinte aos episódios para entender seus sentimentos, tentar descobrir se aconteceu algo que ela não está sabendo se expressar

 


“É sempre importante dizer que nenhuma criança é igual a outra e que as dicas que deixei podem ajudar, mas, na dúvida, o mais indicado é sempre conversar com o Pediatra do seu filho”, completa Dra. Felícia.


  


* REM (Rapid Eye Movements, em Português: movimentos oculares rápidos) é o sono de maior atividade cerebral. NÃO-REM é o ciclo do sono que vai da fase da sonolência até o sono mais profundo.





Dra. Felícia Szeles

Formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC - Campinas), é especialista em Pediatria e Alergia e Imunologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.


Pediatra nas áreas de Puericultura, Infância e Adolescência, também realiza acompanhamento pediátrico pré-natal em gestante. Como Alergista, atua com foco no atendimento infantil.