quarta-feira, 10 de março de 2021

Você sabia que as vitaminas D e K₂, trabalham em conjunto? Durante o isolamento social elas podem ser indispensáveis

Imprescindível para a saúde do corpo e da mente, o sol é o principal fator na sintetização de Vitamina D. Saiba quais alternativas buscar com a falta dos raios solares durante o isolamento social

Expor-se ao sol diariamente, nem que seja por 15 minutos, já pode fazer uma grande diferença na saúde e qualidade de vida. Esse hábito traz benefícios, pois além de estimular a produção da vitamina D que atua em diversas funções no organismo, fornece mais disposição e bem-estar para encarar o dia. Mas, e quando estamos em meio a uma pandemia, mantendo o isolamento social como principal medida para conter o avanço da COVID-19, como tomar a nossa dose diária de sol? Nem todas as pessoas possuem um local adequado para isso em seus lares, além do fato de parques, clubes ou mesmo outras áreas de lazer estarem com uso restrito para evitar contaminação.

Sabemos que a exposição aos raios UV deve ser controlada, uma vez que esse é o principal fator de risco para o câncer de pele, mas, ainda assim, é de suma importância procurar uma maneira de garantir a dose diária de Vitamina D.

Para que serve a vitamina D?

A Vitamina D tem inúmeras funções no organismo, sendo uma das principais o aumento da absorção intestinal de cálcio, essencial para o desenvolvimento saudável dos ossos e dentes. Além disso, a vitamina D está diretamente relacionada à massa óssea, minimizando uma osteopenia ou osteoporose, por exemplo, além de atuar sobre a função muscular no organismo. Quando há deficiência de vitamina D, pode haver uma fraqueza muscular e elevar o risco de quedas e fraturas em pacientes com uma inadequada massa óssea.  

Nos ossos, ela funciona basicamente para regulação do metabolismo ósseo, e age como hormônio mantendo em quantidades adequadas o cálcio e fósforo presentes no sangue, através do aumento ou diminuição da absorção desses componentes no intestino delgado.

O consumo regular de alimentos ricos dessa vitamina e expor-se ao sol, são as formas de produzir vitamina D solar, que ativa a produção de vitamina D na pele. No entanto, a suplementação pode ser indicada e segura nos casos de deficiência, mas há um fator relevante quando se fala em suplementação de Vitamina D: a associação da Vitamina K2.

D+ K2: vitamina certa, no lugar certo

A vitamina K2 auxilia na manutenção dos ossos, pois participa como cofator da ativação de proteínas dependentes de vitamina K. Uma destas proteínas é responsável por direcionar o cálcio para os ossos e evitar a deposição de cálcio nas artérias.

Descoberta recentemente, ela está presente no natto (alimento tradicional japonês feito através da fermentação da soja), e em menores quantidades em queijos gordurosos, ovos e fígado bovino. As pesquisas feitas com a vitamina K2 têm apontado benefícios na saúde óssea e cardiovascular.

Estudos que avaliaram os efeitos de sua ingestão através dos alimentos, observaram que as pessoas que consumiam maior quantidade de vitamina K₂ apresentavam menor risco de doenças cardiovasculares.

Adicionalmente, outros estudos demonstraram que baixos níveis de ingestão de vitamina K2 estão associados ao aumento do risco de fraturas de quadril.

Vale lembrar que a vitamina D estimula a absorção intestinal de cálcio, é muito importante estar associada a uma vitamina K2 para que o cálcio seja direcionado para os ossos, otimizando a saúde óssea bem como para minimizar o risco de doenças cardiovasculares por evitar a deposição indesejada de cálcio nas paredes dos vasos.

Segundo a Dra. Rita de Cássia Salhani Ferrari, médica geriatra com Fellowship no Geriatric Medicine Program na University of Pennsylvania, responsável pelo departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Marjan Farma é muito importante que os níveis de Vitamina D no organismo sejam acompanhados por um especialista que, a depender da necessidade, poderá indicar uma possível suplementação. “A partir de exames específicos, o médico pode entender que é preciso suplementar a Vitamina D. Em momentos como esse, de pandemia, é muito importante que essa possibilidade seja acompanhada de perto. Suplementos de Vitamina D associada à K2 são ótimas alternativas na manutenção dos índices de Vitamina D no organismo”, explica.

quarta-feira, 3 de março de 2021

Pediatra fala sobre os riscos da obesidade infantil que pode ser potencializada pela pandemia

 A obesidade infantil é um tema que vem preocupando os pais e médicos a cada ano que passa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso. Já uma pesquisa feita em 2019 pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, revelou que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso, 9,38% com obesidade e 5,22% com obesidade grave. Entre os adolescentes, os números também são preocupantes: 18% apresentam sobrepeso, 9,53% são obesos e 3,98% têm obesidade grave. A doença é uma preocupação generalizada e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025 o número de crianças obesas no planeta pode chegar a 75 milhões. 


Os números são realmente preocupantes se pensarmos que estamos vivendo uma pandemia há um ano, com escolas fechadas, rotinas completamente diferentes e ansiedade alta. Além disso, com a dificuldade econômica, o acesso a uma alimentação mais equilibrada e saudável, também está mais difícil. Com a alta dos preços dos alimentos, muitas pessoas acabam substituindo alimentos ricos em nutrientes por opções industrializadas e com excesso de açúcar e gorduras. 


“Estamos vivendo um momento muito atípico no mundo, mas é importante alertar que a obesidade infantil é um problema antigo e que precisa de mais atenção tanto dos pais como dos nossos líderes políticos, com ações como merendas mais saudáveis e ricas em nutrientes, além de uma educação alimentar”, explica a Pediatra Felícia Szeles. 


Além da alimentação, outro fator importante para o sobrepeso infantil é o estilo de vida das crianças e adolescentes, que estão cada vez mais sedentários por conta do excesso de telas e poucos estímulos físicos na rotina familiar. Os tempos também são outros, isso é fato: a nova geração não brinca na rua como a geração de seus pais, que jogavam bola na rua, brincavam de pega-pega ou tinham que exercitar a mente com brincadeiras criativas para ocupar o tempo. 


“As telas são, sem dúvida nenhuma, um dos fatores que mais facilitam o sedentarismo e, consequentemente, a obesidade. E com a pandemia, isso só piorou, já que a maioria das crianças acorda e já vai para as aulas online ou para o desenho. O desafio para os pais é grande, mas é preciso impor limites pensando na saúde e qualidade de vida dos pequenos. Por mais chato que seja ver a criança chorar ou fazer manha querendo as telas, vale a pena segurar agora para garantir mais saúde e qualidade de vida para os pequenos”, ressalta a Dra. 


#FicaADica - pequenas atitudes que incentivam as crianças a uma vida mais saudável: 


Use e abuse dos alimentos coloridos. As cores estimulam as crianças, facilitando a ingestão de verduras, legumes e frutas; 

Ofereça água várias vezes ao dia, seu filho pode achar que está com fome e muitas vezes ele está com sede.

Não dê suco de rotina. Mesmo os naturais são muito calóricos e possuem poucas fibras. 

Evite falar: “você tem que comer isso”. No lugar, coloque no prato de todos da casa e coma junto, o exemplo vale mais que mil palavras; 

Sempre introduza novos alimentos - pode ser tipo ou forma de preparo -isso favorece a aceitação e dificulta a seletividade ; 

Faça da refeição um momento agradável. Comer sempre que possível em família e respeitar os sinais de saciedade de cada criança. Lembra-se que a quantidade que você acha ideal pode ser muito para seu filho; 

Leve seu filho à feira, deixe ele conviver com aquela variedade linda de cores e sabores. Deixe ele escolher o que quer experimentar, cheirar, tocar. Se sentir útil e importante já é meio caminho andado; 

Limite horários para as telas, evitando pelo menos duas horas antes de dormir. Dormir bem também é importante no combate à obesidade;  

Reserve um tempo para brincadeiras mais ativas, em pé, correndo, dançando ou fazendo algum esporte. Faça também alguma atividade física, atitudes saudáveis inspiram e estimulam;

Insira a criança em rotinas da casa, como por exemplo: peça ajuda para guardar os brinquedos, arrumar a cama ou mesmo lavar as frutas e saladas;  

Não faça estoque de bolachas, refrigerantes e doces. É muito mais fácil falar que não tem do que não pode; 

Evite ao máximo o consumo de frituras 

Dra. Felícia Szeles

Formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC - Campinas), é especialista em Pediatria e Alergia e Imunologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.


Pediatra nas áreas de Puericultura, Infância e Adolescência, também realiza acompanhamento pediátrico pré-natal em gestante. Como Alergista, atua com foco no atendimento infantil.