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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Climatério: entenda os cuidados e os riscos para a mulher

Por Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista do Hospital da Clínicas – USP e da Clínica FemCare



O climatério é um momento marcante na vida da mulher, período em que há declínio da função ovariana, iniciando-se geralmente após os 40 anos, leva a sintomas como fogachos e alterações urogenitais. Ele inclui a ocorrência da menopausa, que é a última menstruação espontânea, associada a um período de amenorreia de 12 meses consecutivos. Durante esse momento 50% das mulheres apresentam sintomas queafetam sua saúde, por isso é preciso tomar alguns cuidados nesse período e ficar atenta aos exames para que se faça uma avaliação dos riscos de osteoporose, assim como a investigação de doenças cardiovasculares, hipertensão, doenças provocadas por disfunções hormonais, cânceres.

O Brasil tem hoje aproximadamente 15 milhões de mulheres com idade entre 50 e 70 anos, um contingente que corresponde a 6,4% da população feminina atual do total de 96 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), grande parte delas estão passando pelo climatério e também por potenciais sintomas da menopausa que podem ter um impacto negativo na qualidade de vida diária.

As ondas de calor, chamadas de fogachos é a principal queixa das mulheres, frequente em cerca de 75%. A presença dos calores varia de uma ou duas ocorrências por semana, sendo até duas por hora. Os sintomas que atrapalham o dia a dia dessas mulheres podem ser controlados mantendo um estilo de vida saudável, com dieta, atividades físicas diárias e sem estresse emocional.

A depressão, a irritabilidade e alterações do sono, são as consequências da experiência dos fogachos, no cotidiano, que também estão relacionados ao desequilíbrio na produção dos hormônios femininos. Outra queixa frequente é a falta de libido, já que a testosterona tem uma queda no climatério.

Diante desses sintomas algumas mulheres enxergam no uso da reposição hormonal uma solução para amenizar essas manifestações, mas é preciso tomar cuidado já que o tratamento não é indicado para as mulheres com câncer de mama ou endometriose, com trombose e problemas de coagulação. Nesses casos é preciso uma profunda avaliação individual em relação ao início desse processo.

O melhor para a paciente que passa pelo climatério é que ela faça acompanhamento em conjunto com o ginecologista e o endocrinologista. Do ponto de vista genético, a mulher já nasce com um número de óvulos contados e já sabe quando vão acabar, porém do ponto de vista hormonal existem métodos para aliviar os sintomas do climatério, como manter uma alimentação saudável, com prática de exercícios, uso da reposição hormonal, mas não é possível adiar ou adiantar a menopausa.

Dra. Flávia Fairbanks
Instagram - @clinica_femcare

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Planejamento familiar

Os métodos contraceptivos e suas indicações

Constituir uma família exige uma série de cuidados e uma estrutura psicológica, emocional e financeira delineadas. Por isso, se torna fundamental pensar no Planejamento Familiar, que proporciona qualidade de vida para o casal e para a criança. De acordo com a Organização Mundial ad Saúde, mais de 120 milhões de mulheres em todo mundo desejam evitar a gravidez. Por isso, a Lei do Planejamento Familiar foi desenvolvida pelo Governo Brasileiro com o intuito de orientar e conscientizar a respeito da gravidez.

“Esse código leva assistência à concepção e contracepção de procedimentos fundamentais, como atendimento pré-natal, assistência ao parto, ao puerpério, controle de doenças sexualmente transmissíveis e o controle a prevenção de diversos tipos de câncer, como o de mama, de pênis e o cérvico-uterino”, detalha Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista da Clínica FemCare.

Existem diversos métodos contraceptivos que podem controlar e ajudar no planejamento da futura família. Confira as dicas de Dra. Flávia, sobre os principais procedimentos disponíveis:



Pílula anticoncepcional
É um comprimido que deve ser usado diariamente e tem em sua base a utilização de uma conjunção de hormônios. “As pílulas contraceptivas orais normalmente contém dois hormônios (estrogênio e progestina) que inibem a ovulação”, explica a médica.

Preservativos femininos e masculinos
Além de evitar uma gravidez não planejada, são métodos fundamentais para evitar as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), de acordo com a especialista os preservativos, que normalmente são fabricados de látex ou poliuretano são uma barreira para que os espermatozoides não entrem em contato com a vagina da mulher.

DIU – Dispositivo Intrauterino e SIU – Sistema Intrauterino
“Os dois devem ser inseridos por médicos, dentro do útero, e protegem a mulher durante até 10 anos – o SIU pode apresentar outros efeitos porque libera hormônios dentro do útero, já o DIU é feito de cobre ou metal e não libera nenhum hormônio”.

Implante
Funciona como uma pequena cápsula aplicada abaixo da pele do braço da mulher. Ele contém um hormônio chamado etonogestrel, que pode evitar a gravidez por até três anos.

Adesivo
Colados sob a pele, eles trazem a combinação de dois hormônios: estrogênio e progestagênio, que são absorvidos pelo organismo e impedem a ovulação. E devem ser trocados semanalmente.

Anel vaginal
De acordo com a médica, o anel precisa ser inserido uma vez por mês na vagina, sendo um pequeno e flexível objeto que atuará como contraceptivo.

Métodos cirúrgicos definitivos
Pode ser por meio da laqueadura de trompas no caso das mulheres e pela vasectomia no caso dos homens. “A laqueação é uma cirurgia que deve ser planejada, já que possibilita a esterilização definitiva. Nela são amarradas as trompas da mulher, o que evita que os espermatozoides se encontrem com o óvulo”, detalha Dra. Flávia.

Contracepção de emergência
Conhecida como “pílula do dia seguinte”, é um método para evitar a gravidez logo após a relação sexual. Só deve ser utilizado em situações especiais para não permitir que ocorra fecundação e uma gravidez fora do programado, já que possui uma carga de compostos hormonais concentrados.