quinta-feira, 25 de abril de 2019

Parto normal humanizado no SUS: Nosso Arco íris chegou

Não posso falar sobre este parto sem antes falar sobre o de Helô.
Helô veio ao mundo com 36 semanas por um parto cesárea devido redução de liquido onde exceto a presença do papai não houve humanização nenhuma.
Desde então decidi que se tivesse outro filho não seria por esta via de parto se fosse possível.
Estudei muito sobre parto,parto normal , humanizado .
Mesmo que profissionais digam que o parto humanizado é aquele onde os desejos dá mulher são respeitados eu penso que além da mulher existe um novo ser chegando ao mundo é principalmente ele merece ser recebido da melhor forma para seu desenvolvimento.
Portanto optei que o meu parto seria normal , natural ,sem intervenção alguma.
Mas calma chegaremos nesse ponto logo mais.
Talvez por ter desejado tanto outro filho minha conexão com o Tom sempre foi intensa.
Eu tinha certeza que ele viria na lua de Páscoa.



00:37 duas contrações com dor essa hora?
Vou fazer xixi e volto a dormir .
Opa mais contração com dor?
Baixei o app para calcular o tempo entre uma e outra.
10/12 minutos,tá bom vou voltar a dormir .
Por uma hora seguida elas vieram a cada 10 minutos nada de dormir.
Nossa será? chegou a hora?
As 2hrs da madrugada fui para o banho,banho ameniza né...
Não adiantou ,aliás o intervalo diminuiu entre elas. Sempre falei aqui que o banho quente para mim era um tiro no pé ,estimulava mais ao invés de relaxar.
As 4hrs da madrugada papai se arrumou para o trabalho e mamãe logo avisou vai arrumar alguém para te substituir e volta , daqui a pouco temos que ir na maternidade.
Não sabia ao certo o desfecho que teríamos mas que sim Tom estava querendo nascer.
As 5hrs contrações a cada 5 minutos mamãe ainda tomou banho lavou e secou cabelo, tomou café e aguardou a volta do papai.
As 8 hrs ele chegou já tínhamos contrações vindo a cada 2 minutos o app alertava desde as 5 a ir para Maternidade.Mas mamãe foi usando a sensibilidade para saber se a HR Realmente havia chegado.
No caminho curto para Maternidade incrivelmente as contrações perderam ritmo aliás voltou a 10 minutos.
Pensei : "Sério, toda essa logística de  deixar Helô com a vizinha, papai sair do trabalho às pressas e será um alarme falso?"
Chegando na maternidade meio desanimada com o ritmo mas deveria ser avaliada mesmo assim.
Informei a médica sobre as contrações e seu ritmo,uma possível perda de liquido no fim de semana.
E ao iniciar o exame de toque escuto o ploft a bolsa rompeu.
Estávamos com 3cm dilatação.
A está altura já havia feito cardiotoco e o coração do baby estava ótimo.
Parabéns mamãe seu bebê quer nascer.
Papai aguardava do lado de fora da sala por opção é em breve iniciaria nosso trabalho de parto.
Eu sabia que não poderia ficar deitada esperando a obra do destino que teria de andar , agachar incentivar o quanto pudesse para evolução do trabalho de parto.
Pois assim fiz , entramos no CPH e já comecei a andar de um lado para o outro.
As contrações estavam voltando ao ritmo.
Hora do almoço, já com as contrações mais doloridas não consegui almoçar.
15hrs exame de toque,4 cm poxa 1 cm todo esse tempo?
O médico indicou ocitocina.
Intervenção.Eu não queria lembra?
Mas por opção minha , tendo a bolsa rota e chances de ficar muitas horas em trabalho de parto , possível sofrimento fetal , redução de liquido que foi meu problema com Helô e finalizar em uma Cesárea eu aceitei de bom grado . Preferi essa intervenção a ter chances de não conseguir o parto normal.
Algum tempo depois as contrações estavam com ritmo curto e bem doloridas,mas eu conseguia controlar a respiração e passar por elas.As 18hrs o combinado era o papai ir embora ficar com Helô pois poderia demorar muito tempo para o Tom nascer e pensamos em nos dividir com os filhos.
Mas nessa altura a dor era imensa eu não queria ficar sozinha e muito menos parir sozinha,se já estava doendo tanto sem chegar no expulsivo imagine quando fosse a hora H.
Papai não exitou e ficou comigo.
Eu queria muito ir para o banho relaxar ,mas sabia que só com 6/7cm que mudaria de sala.
As 21hrs aproximadamente hora de avaliar a evolução com exame de toque ,6/7 cm vamos ,está chegando a hora.
Eu na minha inocência achei que teria algum tempo antes do Gran finale e poderia descansar.Já estava exausta vocalizando meus sentimentos.
Fomos para o banho com banco,bola...
Pensei vou usar o banco dizem que é ótimo,na primeira vez que sentei no banco já senti vontade de fazer força.
Não conseguia ficar sentada nele era muito intenso.Fiquei em pé,era exaustivo medo de cair .
Sentei na bola deixei a água batendo na barriga já me ajudava.
A contração vinha assim como as primeiras do dia no mesmo instante em que pensava com desejo que assim fosse ,ela vai passar vou poder descansar ela vinha mais intensa e a vontade de fazer força que já não era só vontade eu fazia a força porque era inevitável.
1 hora no banho Patrícia depois exercícios .
Com 50 minutos que não sei como passaram tão rápido eu queria sair da água .
Me sequei rapidamente com ajuda do papai mas veio outra contração.
Preciso deitar estou exausta.
Deitei a obstetriz veio examinar, que lindo mãe dilatação total ele está vindo.
Optei por usar a maca ,nem em sonho queria ver o banco na minha frente .
Não imagino quanto se passou mas lembro de ser o suficiente para ouvir as instruções.
Segure sua perna com força para trás,na contração faça força e não solte o ar ,se quiser vocalizar tudo bem mas não ajuda no processo atrapalha sua respiração .
Papai ao meu lado ansioso, tentando de alguma forma ajudar,mas era nosso momento meu e do Tom.Nossa conexão tinha que funcionar nesse momento também.
Talvez 1 ou 2 forças senti ele descendo mas eu precisava de mais força.
Olha pai o cabelinho dele,quer sentir mãe?
Eu não tinha forças para largar a perna e senti-lo ,logo vinha outra contração.
Não esquece Patrícia ,na contratação segura a respiração e força para baixo ele já está aqui.
Mais uma quase lá , círculo de fogo intensidade...
Mais uma e ele nasce,mas incrivelmente senti que ela não era suficiente , vamos na próxima.
Mais uma e seu filho estará em seus braços.
E assim foi, tão rápido quanto a contração aconteceu ele nasceu ,senti o alívio de seu corpinho vindo ao mundo.
Bem roxinho porque é assim mesmo que eles nascem e com 2 circulares de cordão que também é super normal ele chegou e nem percebeu.
Veio ao meu peito ,me olhava atentamente com seus olhinhos bem abertos, papai ao lado mega emocionado.
Nosso arco íris havia chegado.
Tanta história,tanta dor até sua vinda mas agora ele estava ali,curioso ...
Com sua saída mamãe teve laceração grau 1 , enquanto a medica suturava ele foi receber os primeiros cuidados ao meu lado e com o papai conversando e o acalmando.
Mamãe precisou de 4 pontos internos e 2 externos.
Todos os cuidados ginecológicos atendidos hora de descansar .
Papai ao nosso lado todo momento.
Tom nasceu e nem percebeu continuou num sono dos deuses a noite a noite.
Mamãe mesmo com laceração segue como se nem tivesse parido.
Parto normal dói e dói muito para algumas mulheres,para mim doeu muito mas foi suportável afinal cá estou.
A recuperação até agora tem sido muito melhor do que comparada a minha cesárea anterior.
A sensação de bem estar é imediata.
Ter tido um parto cesárea anterior não interferiu em nada o progresso deste e nós ganhamos muitos parabéns pela determinação.
Consegui trazer meu precioso ao mundo da forma humanizada e ativa como desejei.Cada processo do trabalho de parto foi é será importante para toda vida dele.
Enfim feliz por ter meu Tom bem e saudável em meus braços e realizada por ter conseguido o parto que "idealizei".
Sobre o atendimento na maternidade , não é uma maternidade de luxo muito longe disso então o conforto não se compara mas estamos sendo muito bem atendidos em todos os aspectos necessários.
Eu acreditei no parto humanizado no SUS e ele aconteceu assim como me garantiram na visita a maternidade.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Doença do Beijo afeta principalmente crianças

Especialistas do Grupo São Cristóvão Saúde alertam sobre os riscos de transmissão da Mononucleose Infecciosa e dão dicas de prevenção


O hábito de beijar os filhos pequenos na boca pode transmitir Mononucleose Infecciosa, alerta a pediatra do Grupo São Cristóvão Saúde, Dra. Claudia Conti. Conhecida como a Doença do Beijo por ter a saliva como principal condutora do vírus Epstein-Barr (EBV), a Mononucleose afeta principalmente as crianças. “O contágio também pode acontecer por meio do compartilhamento de objetos pessoais, por exposição à tosse ou espirro”, explica.
A melhor maneira de prevenir a doença, portanto, é evitar que a criança leve à boca objetos utilizados por outras crianças ou adultos. A pediatra indica que os pais de crianças pequenas evitem beija-los na boca e sempre higienizem as mãos antes de pegá-los no colo. “Dessa maneira, reduzem bastante o risco de contaminar as crianças”, destaca.
Como ocorre a contaminação
Após o contato, o vírus fica incubado por cerca de quatro a oito semanas antes de se manifestar. O infectologista Jorge Isaac Garcia, do Grupo São Cristóvão Saúde, explica que, muitas vezes, a doença é confundida com uma gripe, pois a pessoa apresenta sintomas semelhantes, como febre, fadiga, dor e inflamação na garganta, dor de cabeça e sensação de mal-estar.
“Ao apresentar o quadro de mononucleose, o indivíduo excreta o vírus até 18 meses após a infecção”, afirma o médico. “Nesse período, ele pode infectar outras pessoas durante contato próximo ou prolongado”, complementa.
Há, ainda, outras formas de contágio que são mais raras, mas ainda assim podem ocorrer e exigem atenção. São os casos de contaminação por transfusão de sangue e via transplacentária. A pediatra do Grupo São Cristóvão Saúde explica que, quando a gestante adquire o vírus durante a gravidez, pode acontecer a transmissão ao feto pela placenta.
Nesse caso, o bebê pode apresentar os sintomas nas primeiras semanas do nascimento. “Mesmo que não haja um controle se a criança foi contaminada na barriga ou depois do nascimento, é importante ter atenção redobrada, pois os recém-nascidos são os mais vulneráveis aos sintomas”, reforça Dra. Claudia.
“Para ter uma ideia, estima-se que mais de 90% da população adulta já contraiu o vírus da Mononucleose Infecciosa em algum momento da vida”, revela a médica. Ela explica que, na maioria dos casos, os sintomas são leves ao ponto de algumas pessoas não perceberem que foram contaminadas. Porém, segundo ela, no caso dos pequenos, um quadro comum pode evoluir para uma infecção secundária, levando à necessidade de internação e acompanhamento médico.
Diagnóstico e prevenção
A suspeita de contaminação pode ser indicada em um hemograma. Nesse caso, o médico irá solicitar a confirmação laboratorial através da resposta sorológica. “Se o exame detectar a presença de anticorpos heterofilos e/ou a presença de anticorpos específicos, a presença do vírus da Mononucleose pode ser confirmada”, diz. A partir daí, o tratamento inclui repouso e uso de medicação para redução dos sintomas, conforme orientação do médico.