quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Especialista esclarece dúvidas sobre febre amarela

Infectologista explica como identificar a doença que atingiu mais de 700 pessoas entre dezembro de 2016 e agosto de 2017

A febre amarela é uma doença infecciosa febril e de gravidade variável. A doença, que pode se manifestar com febre alta, calafrios, cansaço, dores no corpo e até náuseas, possui dois ciclos distintos de transmissão: silvestre e urbano. No silvestre, os primatas não humanos, como os macacos, são os principais hospedeiros e os vetores são mosquitos com hábitos silvestres. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao ter contato com áreas onde os mosquitos habitam. Já no urbano, a transmissão ocorre a partir dos mosquitos Aedes Aegypti (mesmo da dengue) infectados que picam o homem.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, entre dezembro de 2016 e agosto de 2017, 777 casos foram confirmados e 261 pessoas morreram em decorrência da febre amarela. Segundo Hermes Higashino, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença. “A vacina contra a Febre Amarela é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. É contraindicada para gestantes, crianças com menos de nove meses de idade, pessoas com o sistema imunológico debilitado e alérgicas a gema de ovo. Neste caso, ao visitar áreas suscetíveis, é recomendado o uso de repelente, camiseta e calça compridas, meias e luvas.”

De acordo com Hermes, é importante ficar atento aos primeiros sintomas que são: início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. “A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nesses casos, o paciente pode apresentar sintomas como: febre alta, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos), hemorragia (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Procurar um médico assim que surgirem os primeiros sintomas deve ser a primeira atitude, pois muitos desses indícios podem ser confundidos com outras doenças como dengue e gripe. “O tratamento consiste em controlar os sintomas e prevenir complicações. É recomendado fazer repouso, ingestão abundante de água, boa alimentação e reposição sanguínea, quando indicado. Além disso, após a cura, não há riscos de reinfecção”, explica o infectologista.

No Hospital São Camilo, as equipes administrativas e assistenciais participam de campanhas internas de vacinação, como forma de prevenção e controle da doença. A ação tem o intuito de conscientizar os funcionários para que também incentivem amigos e familiares a buscarem a vacina. Além desta medida, médicos, enfermeiros e demais funcionários, recebem todo o tipo de informação e treinamento, por meio dos diversos veículos de comunicação interna, para que tenham condições de prevenir e identificar possíveis casos que cheguem até às Unidades da Rede. 

As ações ainda contemplam ampla distribuição de folders informativos para todos que circular pelas Unidades, explicando o que é a Febre Amarela, bem como seus sintomas, os possíveis tratamentos e as formas de prevenção. Este material é distribuído no  Pronto-Socorro Adulto, Centro Médico e SADT das Unidades da Rede. Além disso, o São Camilo também utiliza suas páginas nas redes sociais para informar todos os seguidores sobre a doença. 

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é composta por três modernos hospitais que fazem parte da história da capital paulistana: Pompeia, Santana e Ipiranga. Excelência médica, qualidade diferenciada no atendimento, segurança, humanização e expertise em gestão hospitalar são seus principais pilares de atuação. As Unidades têm capacidade para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, como transplantes de medula óssea. Hoje, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece ao todo 685 leitos e um quadro clínico de mais de 3,7 mil médicos qualificados. Seus hospitais possuem importantes acreditações internacionais, como a da Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor, a Acreditação Internacional Canadense e a da ONA (Organização Nacional de Acreditação). A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma entidade religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis, há mais de 400 anos. No Brasil, desde 1928, a Rede conta com expertise e a tradição em saúde e gestão hospitalar.